domingo, 28 de fevereiro de 2010

I've got a feeling... SCP




I've got a feeling...

...lalalalalala...

...que o meu Sporting, o verdadeiro Sporting,  está de volta!

Nota importante: Estas palavras não são um "desafio" aos adeptos portistas, e muito menos para os chatear. Muitos dos meus amigos são portistas e os outros benfiquistas. A única  adepta do Sporting sou eu. 

Como já disse aqui, sou sportinguista e, apesar de não fazer disso religião, gosto de futebol (e de desporto em geral). Vejo os jogos, mais com o coração, porque  de técnicas e táticas pouco percebo, embora vá dando os meus palpites. Estou contente por o Sporting ter ganho, como é óbvio. Mas, mais importante do que esta vitória específica, é ver o Sporting regressar às vitórias e às boas exibições,  ver  Esforço, Dedicação, Devoção e Glória em cada jogada. Ver os jogadores a acreditarem e a irem à luta, com garra. Isso sim, é importante!  Porque Campeões são aqueles que nunca desistem!

Gostava de ter estado em Alvalade hoje! 

dias e DIAS



Porque também há dias assim. Em que acordamos com a sensação que vale a pena. Que vale a pena o que vamos construindo ao longo da vida.

Às vezes tenho a sensação que a vida tem um estranho sentido de humor. Troca-nos as voltas com a mesma rapidez com que piscamos os olhos, desliza por entre os nossos dedos, sem podermos fazer nada para a apanhar. Não sei bem se é só para se divertir à nossa custa ou se é para não nos queixarmos da monotonia!

A verdade é que vamos construindo o nosso caminho, como se de uma manta de lã se tratasse, feita de fios que vamos tricotando diariamente,. Fios que se aproximam, que se afastam, que se cruzam, que dão laços, que dão nós. Alguns desses laços desfazem-se facilmente, apesar de terem sido feitos com o mesmo cuidado que os outros. Outros permanecem e tornam-se nós, capazes de resistir a tudo. Nós que surgem de vez em quando e que quando por qualquer motivo a manta se desfaz chega ali e pára, porque o nó não a deixa continuar a desfazer-se. Nós que ancoram a vida. Nós que são indestrutíveis. Como aqueles amigos com quem podemos sempre contar. Que nos fazem lembrar de quem somos, quando nos esquecemos.

By the way, não ouvia isto há séculos. Há uns anos cantávamos isto mesmo from the top of our lungs. 

Imagem - Pintura de Isabel Lanho, cuja obra vale a pena conhecer.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Dias...



 Há dias assim. Em que me deixo invadir por pensamentos e dúvidas. Em que tenho de falar comigo. Em que não gosto de me ouvir. Em que tenho de olhar para mim e avaliar atitudes. Em que tenho de pôr os pontos nos is.

Há dias assim. Em que tenho saudades de mim. De quem era. De como era. Dos dias em que não via problemas, apenas pequenos contratempos. Dos dias em que tinha todas as certezas sobre mim. E todas as certezas sobre os outros. Dos dias em que rir era tão natural como respirar. Dos dias em que ser eu era fácil. Em que não tinha dúvidas. Em que não pensava tanto. Em que confiava. Em que acreditava.

Há dias assim, em que tenho plena consciência de todos os meus limites. Os limites que nem sempre se mostram mas que estão lá, em qualquer momento da vida. Os limites que existem para serem ultrapassados, em que, quando o pé está do lado de lá me dá a sensação de desequilíbrio, mas quando volta para o lado de cá me dá a sensação angustiante de perda.

Há dias assim, em que penso no que era e no que sou. Em que vejo o que de mim perdi pelo caminho. Em que tento identificar quando isso aconteceu. Em como há coisas que quando se perdem, se perdem para sempre. Que não se conseguem remendar ou recuperar. Em que tenho pena de ter perdido esses pedaços de mim. 

Há dias assim, em que penso em quanto tenho ainda de crescer. Em que penso se crescer é o mesmo que endurecer. Se crescer implica realmente trancar em qualquer sítio tudo o que é bonito  e espontâneo. Se crescer significa pesar e medir palavras, sentimentos e gestos. Se crescer significa perder.

Há dias assim. Em que penso em quem sou.  Em que penso para onde vou e para onde quero ir. Em que penso como esses dois caminhos por vezes me parecem tão separados.

Há dias assim, em que queria que fossem outros dias. 
 

É o que dá ficar em casa, com este tempo horroroso, com o menino Prozac ausente. 
É o que dá não ser espanhola e não estar a dormir a sesta!!

Uma prendinha para o S. Pedro

 
Não sei se por aí há net, mas também não sei outra forma de te fazer chegar a prenda que tenho para te dar. Não leves a mal, mas parece-me que estás a precisar urgentemente disto.


Espero que gostes, e que lhe dês uso! 

PS- Não te preocupes por me teres estragado o fim de semana.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

90 minutos (e qualquer coisa)




Gostei, gostei mesmo destes 90 minutos e qualquer coisa. Principalmente do qualquer coisa, ou seja, dos 3 golinhos marcados ao Everton.  
Não sou fanática, mas sou sportinguista, assumida, para o mal e para o bem! Por isso, hoje soube-me muito bem este jogo. Por várias razões. Porque continuamos em frente na Liga, porque estávamos a precisar de quebrar este ciclo mau, porque merecemos ganhar, sem sombra para dúvidas, e porque o meu rico telemóvel não recebeu nenhuma mensagem com piadinhas mais que batidas.

By The Way LVIII


Send it out to the Universe,  Let it fly away 
Sent it out to the universe, Whatever's meant to be, will be...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A minha vocação!!


Finalmente, ao fim de tantos anos, descobri a minha  verdadeira vocação! Vale mais tarde que nunca!!

Descobri que tenho jeito para ser Vidente ao contrário! Ou seja, quando penso numa coisa não muito boa que deixou de acontecer, passado muito pouco tempo, ela reaparece!

Por exemplo: ontem, passou-me pela cabeça que o meu amigo chinês há bastante tempo que não dá o ar da sua graça. "Vês, pensei eu, não és mais teimoso que eu! Não moderei os comentários, não usei a verificação de palavras (só porque sou teimosa, mas isso não interessa) e tu desapareceste." Pois!! Desapareceste tu e apareceu outroPredilection casinos? untenanted to during the movement of and beyond this unversed casino exemplar and horseplay online casino games like slots, blackjack, roulette, baccarat and more... Casinos?? Está a piorar, digo eu, o que virá a seguir? Não me apetece nada colocar verificação de palavras, mas começam a chatear-me.

No seguimento da minha nova vocação, fico preocupada com uma coisa. Ontem o meu chefe pediu-me opinião sobre um restaurante jantar com a sua nova cara-metade. Com esta minha vocação, estou mesmo a ver a coisa a acontecer ao contrário e o jantar a transformar-se num fiasco. Hoje não o vi, e pelo sim pelo não, amanhã vou tentar não o encontrar!

Difícil?




Não costumo colocar aqui textos de outras pessoas, mas hoje apeteceu-me  transcrever este. Talvez por andar farta de ouvir a palavra difícil, talvez por me achar um pouco estranha por não achar estas coisas assim tão difíceis. Talvez por achar que as coisas não têm de ser tão complicadas como as pintamos. Talvez por ficar em dúvida se sou só estranha ou imagino realmente um mundo que não existe. Talvez por ficar em dúvida se estou tão assim tão errada.


É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.
É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada.
É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.
É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.
É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.
É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.
É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.
Se você errou, peça desculpas...
É difícil pedir perdão? Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
Se alguém errou com você, perdoa-o...
É difícil perdoar? Mas quem disse que é fácil se arrepender?
Se você sente algo, diga...
É difícil se abrir? Mas quem disse que é fácil encontrar alguém que queira escutar?
Se alguém reclama de você, ouça...
É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir você?
Se alguém te ama, ame-o...
É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida...Mas, com certeza, nada é impossível.
Precisamos acreditar, ter fé e lutar
para que não apenas sonhemos,
Mas também tornemos todos esses desejos,
realidade!!!   

Cecília Meireles

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Desafio

 
 


L'Enfant Terrible e a *C*inderela ofereceram-me este mimo, muito bonito. Muito obrigada aos dois! Vou tentar responder ao desafio!
 
1. Dois truques de beleza:
- Sorrir - já viram alguém que fique feio a sorrir? Eu não!
- SPA uma semana por mês - não que tenha experimentado, mas deve resultar!

2. Duas prendas que gostas de receber:
Só duas? Impossível. Eu adoro prendas!! Não consigo dizer duas. Gosto das prendas que me dão a mim, porque são a minha cara. Gosto de prendas fora das alturas "oficiais" de prendas (Natal e aniversário).

3. Local preferido para fazer compras:
Aquelas lojas onde sei que encontro o que gosto. Não tenho muita paciência para andar a "correr" lojas. As únicas por onde "passeio" são as livrarias e as perfumarias.

4. Dois defeitos:

Teimosia e por vezes (muitas) falar antes de pensar.

5. Duas qualidades:

Digo mais depressa os defeitos do que as qualidades. Boa disposição, tentando encarar as coisas de uma forma positiva, e amiga incondicional do meu amigo.

6. Dois produtos de beleza recomendáveis:
O hidratante Day Wear, da Estée Lauder e para aquelas noites em que se dorme muito pouco Midnight Secret da Guerlain.  Aliás, tudo quanto é maquilhagem da Guerlain é lindo! Mas é só para dizer duas!

7. Três manias:

- Perfeccionismo, ter a mania que tenho de fazer sempre tudo bem.
- Andar descalça (embora adore sapatos, sapatinhos e similares)
- Nunca apertar o último botão das camisas e casacos.

8. Três características que não suportas nas pessoas:
Mentira, arrogância e prepotência, comodismo. 

9. Três características que admiras nas pessoas:
Coerência (com eles próprios o que implica serem verdadeiros e assumirem os seus actos, e com os outros), humildade e responsabilidade.

10. Pessoa especial para ti:
Pessoa mais especial do mundo, o meu filho. Existem muitas pessoas especiais na minha vida. Costumo dizer que tive muita sorte com as pessoas que foram cruzando o meu caminho (ou eu o delas). Conheci muitas pessoas fantásticas, que são especiais, cada uma à sua maneira.


Outra mania é decididamente não me entender com números. Parece que tenho de passar a cinco blogues. Vou tentar não quebrar muito as regras. Soraia, Pinkk CandyMjf Checa, Cris.
Apesar de ser um selo algo feminino, acho que os meninos também podem revelar os seus segredos de beleza, defeitos e qualidades! Marquês de Sade, Gemini, Blogótico, PB, Neisseria GonorrhoeaePhyxsius.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

By The Way LVII - Abraços



As melhores coisas da vida não podem ser compradas, não podem ser vendidas, nem tão pouco se podem pedir emprestadas.

Quantas vezes estavamos mesmo a precisar daquele abraço. 
Quantas vezes nos esquecemos do poder de um abraço?
Quando foi a última vez que abraçamos os nossos Pais, os nossos Amigos? Não aqueles abraços de sacudir o pó, para cumprir calendário, mas aqueles em que o coração acompanha os braços?
Um simples abraço!! 

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Prozac Kid


O orgulho é pecado, eu sei. Mas que posso fazer? 

Que posso fazer quando olho para o pódio e vejo o meu filhote lindo na posição mais alta a receber a medalha de primeiro classificado, sinto um orgulho imenso e só me apetece dizer "é o meu filho, não é lindo?"

Que posso fazer quando o meu coração se enche de alegria ao ver aqueles olhos a brilhar? Quando ele se vira para o sítio onde eu estou e me manda um beijinho com a mão e o sorriso mais bonito do mundo?

O dia começa sempre cedo, em dias de torneios. Com o tempo, os procedimentos vão-se tornando rotineiros e já sabemos: eliminatórias por pools, e depois entre os vencedores de cada pool até à final. Só há cintos de duas cores, azul e vermelho. Primeiro o atleta de cinto vermelho, depois o do cinto azul. Fazem as suas katas. Em cada pool três árbritos, cada um com uma bandeirinha vermelha e outra azul. Os atletas dão o seu melhor e esperam, em pose, que os árbritos levantem a bandeira do atleta que fez a kata mais correctamente. E vou sofrendo enquanto não o fazem, as unhas pagam o nervoso miudinho! De eliminatória em eliminatória, conforme vão passando, a "qualidade" do adversário e o grau de dificuldade vão aumentando. A final é o pior. Muitas vezes arrisca uma kata mais complicada. Diz que prefere ser o segundo, para fazer uma mais difícil que o primeiro. Hoje foi o primeiro.

Às vezes não chega à final, e quando chega, nem sempre ganha. Aprendeu a lidar com isso, e, por ele, começou a concentrar-se mais nos treinos. Ter jeito é bom mas não chega, é preciso treino e concentração.
O orgulho é muito feio, eu sei, mas que posso fazer? Vou guardar mais uma medalha :))

E assim serão passados muitos dos meus sábados, até Julho, mais ao menos, percorrendo algumas terras de Portugal e Espanha. O único problema é as bancadas serem feitas de cimento. Aquilo é tão desconfortável e tão frio, que certa parte do corpo, fica completamente congelada. Vendo as coisas pelo lado positivo, li algures que alguns tratamentos da celulite passam por tratamento pelo frio, incluindo a permanência, por alguns minutos em temperaturas muito baixas. Quem sabe não é verdade!!! 

Felizmente hoje não houve provas de Kumite. Dessas não gosto mesmo nada, embora ele tenha jeito para se esquivar.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Vale a pena pensar nisto


Às vezes vejo coisas que me arrepiam, pelos piores motivos, infelizmente. Uma delas é a maneira como algumas crianças falam com os pais. Assustador, no mínimo!



Também tenho um filho, eu sei. Sei também que, por vezes, apesar de todos os valores que lhes incutimos na infância, muitas vezes eles perdem-se  pelo  caminho. Espero, sinceramente, e acredito, que isso não vai acontecer, que ele é capaz de assimilar e entender valores como o respeito. Se uma criança não tem o mínimo respeito pelos pais, vai ter por quem? Se não aprende isso na infância, vai aprender quando? Sou muito amiga dele, dou-lhe mimos e mais mimos, mas não esqueço que não sou uma coleguinha da escola. Sou a sua mãe e, além de o amar, tenho a responsabilidade de o educar.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Bom/Mau Humor

Duas segundas-feira numa só semana? Troca-me as voltas todas, porque tenho de me lembrar constantemente que não é segunda. 

O dia amanheceu tão cinzento que ainda tive esperança que o relógio estivesse errado e restariam mais umas horitas para dormir. Engano meu. O humor acompanhava o cinzento do tempo. Falta de cafeína?? Boa desculpa para quando se quer estar de mau-humor! Mas não era o caso. Há dias em que é mesmo fácil deixar o mau humor instalar-se. Em que nos apetece mandar tudo à fava. Mas habitualmente temos tendência a descarregar esse mau humor nas pessoas que nos são mais próximas, não é verdade? Que não têm culpa nenhuma de termos dormido com os pés de fora. É nestas alturas que temos de ir lá ao fundo do baú encontrar a nossa habitual boa-disposição, mandar às urtigas o que nos chateia, olhar para o céu onde agora brilha um solinho muito bom, agradecer tudo o que temos e pôr um sorriso no rosto. Será a diferença entre um dia bom e um dia que queremos tornar mau, porque tudo o que vemos, que nos acontece, depende da maneira como estamos. Se estamos mal, tudo parece mal, se estamos bem, conseguimos distinguir o que está bem e o que está mal e descobrir como tornar o mal melhor.

Tal como esta imagem. Podemos ver mais do que uma coisa. O que vêm, assim à primeira vista? Não vale fazer batota - é à primeira!!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Mentiras e verdades

Fico surpreendida com a facilidade com que as pessoas mentem. Mentem com a mesma facilidade com que respiram. Abomino a mentira. Acho que mentir a alguém é imperdoável. Não há mentiras grandes e mentiras pequenas. Há mentiras. A mentira tem o poder de magoar duplamente. Magoa porque  alguém em quem confiávamos nos enganou, e magoa porque ficamos a saber a verdade. da pior maneira possível. Facilmente evitável. Desculpas não perdoam mentiras. 

Não digo que acontecesse como ao Pinóquio, porque acho que começaríamos a ter alguma dificuldade a andar na rua com tantos narizes maiores que a ponte Vasco da Gama, mas por cada mentira, devia cair um dente a quem mente.

Afinal, porque é que as pessoas mentem? Para se enganarem a si ou aos outros?

Adenda
Tenho imensos defeitos, mas mentir não é um deles. Não tenho jeito, nem vocação. E ainda bem. Lembro-me de uma vez em que menti e arranjei um belo 31 a um amigo meu. Saída com os amigos em que o J depois de jantar vai deixar a namorada a casa, diz que vai para casa e vai ter connosco. "Não digas à A. que eu vim". A A. é amiga por afinidade, por namorar com o J. Apesar de achar uma idiotice esta história, porque não haveria nenhum mal se dissesse a verdade quando a A. me perguntou onde fomos, como foi, etc, omiti o facto de o J. ter ido. Na semana seguinte, num jantar de aniversário, em conversa sobre um episódio que se tinha passado, comento "Ó J., e aquele cromo que estava no B., na semana passada? Muito à frente!" Depois de ele quase me matar com o olhar é que me lembrei... meti água, uma cisterna dela. Escusado será dizer a reacção da A. Ele não ficou chateado comigo porque sabe que não fiz de propósito. Fiquei eu chateada comigo pelos dois. Não, não tenho jeito para mentir. Além disso, deve dar uma trabalheira desgraçada lembrar das mentiras, das verdades e não confundir tudo. Digo eu.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Amizade


 

Quantas vezes os esquecemos de dizer às pessoas o quanto são importantes para nós? O quanto significam? Elas sabem. Sabem que são isso tudo. Sabem que são importantes. Sabem que gostamos delas. Sabem, e é o mais importante. Não é necessário dizer, é certo. Mas dizer-lhes de vez em quando, parar para as olhar e dizer como somos felizes por as ter na nossa vida é importante também. 
Hoje - não mais do que os outros dias - apetece-me dizer aos meus amigos que os adoro. Que vão estar sempre no meu coração. 


BOM FERIADO!!
FAÇAM O FAVOR DE SER FELIZES, SIM?

Uma boa oportunidade para estar calada


De vez em quando, cometo umas gaffezitas...

É nestas alturas que agradeço não ter um computador XPTO, de última geração, daqueles em que não é preciso teclado, em que se fala e ele escreve. Isto porque se fosse assim, não poderia continuar a escrever e a comentar, porque vou definitivamente agrafar a boca.

O R. e o M. são os meus amigos mais chegados. É com eles que estou mais vezes. Autênticos irmãos, por escolha. O R. anda um pouco em baixo, e tentamos arrancá-lo de casa sob qualquer pretexto. O J. é energia pura,  o autêntico homem dos sete ofícios, entre os quais DJ ocasional num restaurante/bar nas margens do rio Douro. 

Sábado à noite, noite do J. pôr música. Apesar de não precisar, os amigos lá estão para apreciar o trabalho. Boa música, já agora. Pouco tempo depois, encontro a C, uma colega de um local onde trabalhei há uns anos. Conversa para cá, conversa para lá, apresenta-me as pessoas que estavam com ela. Conversa para cá, conversa para lá, até que alguém me pergunta:

- Então, já trabalhaste no ...?
- Já, há uns anitos.
- Porque saíste? Não gostavas daquilo?
- Mais ao menos. Havia algumas coisas que me chateavam um bocadinho.
- Tipo?
- Tipo ter de fazer o trabalho dos outros, não ter horas para sair,...
- Conheces a H?
- Quem não conhece a H? Era das pessoas que mais gostava lá.
- E o JGC?
- Claro (um dos chefes). A ele, ao irmão, ao primo, ao cunhado, ao sobrinho,  à sobrinha, ao sobrinho do sobrinho, ao tio, aos afilhados. Devia haver um em cada sector. Acho que só não conheço o cão e o piriquito.
- (sorrisos)
- É verdade, metade da família deve trabalhar lá. É o efeito FSP.* Alguns eram muito bons, mas outros só mesmo por serem da família se mantinham lá. Mas conheces bem o GC?
- Acho que posso dizer que sim. É meu tio. 

Conclusão:
- Estar calada é uma grande virtude.

Pelo menos, fez o R. rir. 

*FSP - família sempre perto

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Programa para o dia dos namorados



Em qualquer lugar há um mar de gente. Mas mar, mar, só há um.

By The Way LVI


Let's dance!!
Gosto mesmo destes senhores!!

Apetecia-me...


 
Apetecia-me fechar os olhos e não pensar
Em mim, em ti, em nós.
Apetecia-me fechar os olhos e dormir
Depressa, sem sonhos, sem mim.
Apetecia-me fechar os olhos e não sentir
A saudade que me invade e não tem para onde ir.
Apetecia-me fechar os olhos e não pensar
Se o amanhã vai chegar e se eu vou lá estar.
Apetecia-me fechar os olhos e não querer
Que o tempo fosse outro, que não passasse a correr.
Apetecia-me fechar os olhos e não sentir
O que sinto, o que me levou a sorrir.
Apetecia-me fechar os olhos e ficar
Naquele tempo em que nos conhecemos,
Naquele tempo em que nos queremos,
Naquele tempo que só nós sabemos,
Onde o tempo não existe,
Onde a tristeza não mora,
Onde ficamos assim, nós.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

A caminho da bancarrota do discernimento


No seguimento do post anterior, tenho de me render. Eu, que sou uma eterna optimista. Polvos, faces ocultas, apitos dourados, sacos azuis, amarelos ou vermelhos... ainda vá que não vá. Mas tenho de admitir que estamos a caminho da bancarrota total do discernimento. 

Quando hoje olho para o multibanco o que vejo? Uma propaganda do Wall Street Institute (WSI) com o Zezé Camarinha. Pelo amor da Santa!!! O que é aquilo? 

Ao procurar uma imagem para colocar aqui, constatei que a campanha é em grande, com outdoors, toques de telemóvel e um site na internet, com o logotipo do WSI. 

Frases como camone and learn, without english you are done ao beef, camone pá beach babe, gotta put da cream, want me to massajate your back, etc, vão estar espalhadas por esse Portugal fora. Para portugueses e não portugueses verem. Para os não portugueses ainda nos acharem mais limitados.

Que o Zezé se acha o maior e não tem noção do ridículo, já sabemos. Agora que o WSI não tenha já me surpreende.

Impressões


É impressão minha ou o nosso País de brandos costumes está a transformar-se num circo com influência cinematográfica americana/italiana/espanhola?

É impressão minha ou a frase "Vou comer um arrozinho de Polvo com filetes do mesmo numa bela esplanada ao Sol em Óbidos" pode ter hoje uma interpretação diferente?

É impressão minha ou isto não está nada bem?

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Carnaval


Carnaval... uns gostam, outros nem por isso. Uns mascaram-se, outros andam mascarados o ano inteiro.

O que gosto no Carnaval?
- É "feriado";
- Ver o meu filhote todo contente com a fatiota;
- Jantar com os amigos na véspera de Carnaval.

O que não gosto no Carnaval?
- Os desfiles, não acho piada nenhuma;
- As "músicas" que se lembram de passar;
- Os exageros, desculpados pelo "É Carnaval, ninguém leva a mal".  

Hoje o sr. Prozac ia todo contente. Desfile de manhã, concurso de dança à tarde, ou seja sem aulas a sério. Além de ter ficado um belo Samurai! Não foi fácil "esticar-lhe" o cabelo para conseguir fazer-lhe o penteado, mas lá consegui, com muito gel à mistura. Ficou LINDO! (eu sei, eu sei, é só baba por aqui, mas que é lindo, é :)).

Viajando




Hoje, ao vir para o trabalho, cruzei-me com um avião (ele lá no céu e eu cá na terra). Passou-me pela cabeça ir até ao aeroporto, olhar para o quadro das partidas, entrar no avião e ir até qualquer lado.


Mas vou ficar por aqui e apanhar boleia com uns Kit-kats.

Tenho o pressentimento que vou precisar de muitos hoje! Não se adivinha um dia nada fácil.



quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Teorias I - Amor vs Sexo



Uma teoria é isso mesmo. Teoria. Penso que todos temos as nossas,  adaptadas ou não de outras. Não tem de ser verdade absoluta, não tem de ser verdade para toda a gente. É alterável e cabem sempre as excepções. Uns assuntos são mais fáceis do que outros, mas sem dúvida que o comportamento humano, as relações inter-pessoais, a amizade, o amor, etc, serão sempre tema de discussão.

Não vale a pena falar sobre Homens/Mulheres. Somos diferentes. Não melhores, não piores. Diferentes. Complementares. Precisamos uns dos outros. Vemos as coisas de maneira diferente. Sentimos de maneira diferente.

Falando de Amor/Sexo, e teorizando, um homem tem mais dificuldade em perdoar a sua mulher se esta o trair, do que se se se apaixonar por outro. Paixão, ainda pode escapar, mas sexo é que nunca. Por seu lado, uma mulher perdoa mais facilmente menos dificilmente o homem se este a trair ocasionalmente do que se se apaixonar por outra. Impensável.

Mas isto é só uma teoria. E pode estar errada.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

By The Way LV



Alguém consegue imaginar o mundo sem música??
I just say no, i can't!...


Há coisas fantásticas, não há?


Há coisas fantásticas, não há?

Tal como pessoas que não se lembram sequer do meu aniversário, mas não perdem uma oportunidade de me tentar ensinar a fazer contas com os resultados dos jogos do Sporting.
Eu tenho televisão, ok?
Eu ainda sei contar até 25, pelo menos.
Eu sou sportinguista e vou continuar a ser.
Eu tenho coisas mais importantes na minha vida.
Por isso, podiam poupar dinheiro em mensagens completamente inúteis, não podiam?

Things to Do X

Não tomar mais de dois cafés por dia.
Pena não ter começado hoje, aliás, ontem!

Respondendo... Beleza

A propósito disto, e em jeito de resposta aos comentários (que andam muito atrasados... Quem decidiu que o dia tinha de ter apenas 24 horas?).

Penso que seria muito esquisito olhar para o espelho e continuar à minha procura. Mudar completamente de aparência ao ponto de parecer outra pessoa seria coisa que, neste momento, não me passaria pela cabeça (digo neste momento porque não sei o dia de amanhã e palavras como sempre e nunca uso cada vez menos). Não critico quem o faz, acho que cada um deve fazer o que for preciso para se sentir bem. Acho que as razões que devem levar uma pessoa a uma transformação tão grande devem ser pessoais e não em função de outrem. Se não gosto do meu nariz, se isso me faz sofrer, então mudo-o. Se isso é importante para a minha auto-estima, se preciso disso para ser feliz, o caminho é em frente.

Queiramos ou não, a imagem é importante para muita coisa. É valorizada. Esteja correcto ou não. Se eu for trabalhar despenteada, com ar de quem não dorme há 15 dias, com calças rotas e sapatilhas esburacadas, vão olhar para mim de lado. Continuo a ser a mesma, os meus colegas são capazes de me perguntar se caí da cama ou se os ratos fizeram uma rave lá em casa, mas as pessoas com quem lido não se sentirão muito confiantes.

No fundo, todos nós tentamos estar bonitos. Não compramos roupas porque nos ficam mal (pelo menos achamos que não), não mudamos o corte de cabelo porque queremos ficar mal (às vezes corre mal, mas isso é outro assunto :)), não pomos umas pinturinhas na cara porque queremos assustar as pessoas. Mesmo nós, que somos sempre iguais, nem sempre nos vemos da mesma forma. Há dias que nos sentimos muito bem com o primeiro trapinho que vestimos e outros em que parece que nada nos fica bem. O nosso rosto mudou? Não. Engordamos ou emagrecemos 20 Kg da noite para o dia? Não. Ficamos com olhos de cor diferente? Não. Se calhar sentimo-nos menos bem connosco e a imagem que temos de nós transmite isso mesmo. Queremos sentir-nos bem. E é perfeitamente legítimo. Eu quero. Claro que é apenas o exterior, e quando olho para mim, quando olho para alguém que conheço, não vejo só a embalagem. Aliás, nem penso na embalagem. Penso em A, B ou C, que têm aquela embalagem e aquele conteúdo. Porque isso são eles/as.

A beleza, a beleza física, é um conceito muito relativo. O que eu acho bonito, outros não acharão. A beleza, vai além da beleza física. Além de poder modificar-se de um dia para o outro. Além de modificar com o tempo. Muito mais importante do que esta beleza, é a outra, aquela que está (ou não) dentro de cada um. Eu até posso conhecer uma pessoa considerada, pelos conceitos clássicos, como linda, com uma beleza perfeita; se abrir a boca e a mim só me ocorrer dizer oh-oh... tirem-me deste filme, de nada adiantará ter essa beleza exterior toda. Por outro lado, há pessoas que cativam pela sua maneira de ser, pela sua beleza, que muitas vezes nem conseguimos explicar. Simplesmente existe. Mais do que a beleza, há aquele "quê" que torna aquela pessoa bonita, especial, única.

Alguém que limita os seus relacionamentos tendo em conta a beleza física irá ter bastante trabalho ao longo da vida. Ou então, arranja um catálogo ou faz do facebook a sua única lista de amigos. Alguém que não consegue ver além do exterior, estará à espera que usem uma medida diferente com ele/a?

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Como encontrar a/o namorada/o ideal


Há quem diga que tudo, tudo, se pode traduzir em linguagem matemática.

Peter Backus  um estudante/investigador de 30 anos que vive em Londres. Solidário com as preocupações dos seus amigos, resolveu calcular quais as probabilidades de encontrar a namorada ideal. Parece que esta é uma das coisas que se pode resumir numa simples equação matemática. Adaptou uma equação criada pelo astrofísico Frank Drake na década de 60, que estimava o número de civilizações alienígenas que poderiam ser encontradas na Via Láctea.

Calculou:
- a taxa de crescimento da população no Reino Unido (superior à de Portugal)
- fraccionou o número de pessoas do sexo feminino (tem lógica)
- entre estas, fraccionou as que viviam em Londres (não deve querer ter de se deslocar)
- reduziu o número às que tinham entre 24 e 34 anos, educação superior e eram fisicamente atraentes - supôs ele 1 em cada 20 (esquisitinho, não?)
- acrescentou variáveis como a quantidade de mulheres solteiras que o achariam atraente (aqui, não disse qual a proporção, se 1 em 20 ou 1 em 200) e a probabilidade de sentir sintonia com elas quando as conhecesse (não tarda muito não tem ninguém).

Encontrou então a fórmula mágica:

G = R x fw x fl x fa x fu x fb x L

G =  número de potenciais namoradas
R = Rácio de formação de pessoas no Reino Unido
fw = Fracção de pessoas no RU que são mulheres
fl = Fracção de mulheres do RU que vivem em Londres
fa = Fracção de mulheres em Londres que têm idade apropriada
fu = Fracção de mulheres em Londres que têm educação universitária
fb = Fracção de mulheres consideradas atraentes
L = Tempo que viveu até ser possível encontrar uma potencial namorada

Chegou à seguinte conclusão: Dos 30 milhões de mulheres no país, apenas 26 seriam namoradas adequadas. Concluiu que numa saída em Londres teria 0,00034% de possibilidades de encontrar a tal pessoa especial. Ou seja, é só 100 vezes superior à de encontrar vida inteligente na nossa galáxia.

Matemática... ainda bem que percebo pouco de matemática!
Tenho cá para mim que para descobrir isto, vale mais estar quieto, parar de fazer contas e ir beber um copo.

Artigo publicado na revista Sábado, nº300, 28 Janeiro. Apenas as palavras em itálico são minhas. A fórmula foi feita incluindo o género masculino. Acho que será igual para o sexo masculino.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

By The Way LIII - What If?


sometimes, I don't understand
feels like, I'm living in a world gone mad
look around, all around it's just the same
people, need love everywhere
why don't we, ever take the time to care
we're the fools
we're the losers in this game
where is the tenderness
we've sacrificed to success
why do some live in greed
while some other die in hunger?

what if everybody, what if everybody
spoke up with one voice
what if everybody, what if everybody
cried out with one heart
what if we could change things?

what if everybody, what if everybody
.......

somehow, we're blinded and lost
reap the gains but don't wanna pay the costs
ain't it time
to find a way to break our chains somehow
is there a price to pay
to make it better?

what if everybody, what if everybody
........

deep down inside
we all want the same
we can make it better
we can make it better
if we try together

what if everybody, what if everybody
spoke up with one voice
what if everybody, what if everybody
cried out with one heart
what if we could change things?



BOM FIM DE SEMANA!!!
Façam o favor de ser felizes, sim???

Obrigada, Soraia!!


A Soraia brinda-me sempre com a sua presença e a sua sinceridade. Tornou-se uma presença que acrescenta sempre algo. É, como já tive oportunidade de lhe dizer, uma lufada de ar fresco.

No Seu Olhar, gosta de criar. Desafiou-nos a desafiá-la a criar uma imagem.

Desafio 1: A Cup of Thoughts, ou seja, eu, visto pela Soraia.



"Tens 3 coisas essenciais na tua vida: o trabalho, a casa e o teu filho...
Mas a única coisa, que te faz bater o coração, à qual farias tudo por ele, é o teu filho, passando um pouco pelo comando do teu cérebro (se é que me faço entender) :)".
O meu filhote foi a melhor prenda que tive, a minha prioridade número um. O trabalho faz parte de mim, não me imagino a fazer outra coisa e adoro o que faço. A minha casa é o sítio onde sei que tenho sempre paz. O cérebro é que às vezes fica em off :).

 Desafio 2: A Esperança, vista pela Soraia.
 
 
"Não precisas do mundo todo só para ti, para seres feliz, aproveita o bocadinho do mundo que tens, pois esse ninguém te tira e é apenas teu. Uma mulher como tu, nunca está só, terás sempre uma mão amiga para te apoiar quando precisas :)"
O meu mundo é um mundo bom, apesar de às vezes ser preciso força para que não desapareça. Tenho muitas coisas boas, que são o que me mantêm de pé. Continuo a achar que estar aqui, eu, é uma benção. Continuo a achar que viver, viver mesmo, é maravilhoso.

Adorei!!

OBRIGADA, SORAIA.

Agora tenho um selinho personalizado :))

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Mulheres menos bonitas? Nãããããã...


Recebido hoje por e-mail. E não é que vem mesmo de encontro ao post colocado pela Sonhadora ontem?

A fotografia abaixo mostra nove participantes de um programa de televisão nos Estados Unidos que se chama The Swan. As concorrentes, que se acham menos bonitas, entregam-se nas mãos de profissionais para que as modifiquem da cabeça aos pés. Durante todo este processo elas perdem peso, modificam a cor e a forma do cabelo, aprendem truques de maguilhagem, fazem ginástica, psicoterapia, etc, etc.  O processo de classificação dura três meses e nesses três meses elas não podem ver a familia nem ver-se ao espelho. No final, há uma vencedora, que leva para casa 50.000 dólares, um Jaguar e umas roupas novas.

Conclusão 1: Não há mulheres menos bonitas. Há sim mulheres com menos dinheiro!

Conclusão 2: A embalagem pode-se mudar. Do menos bonito se faz bonito e vice-versa. 


A que ganhou a final foi a primeira da esquerda para a direita.

Um ano mau?

Acho que o S. Pedro está num ano mau... muito mau...

S. Pedro, deves andar irritado com alguma coisa, de certezinha. Mas sabes uma coisa? Não vale a pena descarregar em nós, com esta chuvinha maravilhosa. Tenta melhorar um pouco isto, e vais ver que te sentes muito melhor. Pelo menos não vais ouvir tanta gente a reclamar contigo.

Ou então andas triste, talvez. E queres que nós fiquemos tristes contigo. Eu sei que tu és Santo e sabes muito mais do que eu, mas vou dizer-te uma coisa. Não é bem um conselho, mas podes tentar ficar mais feliz um bocadinho.

A mim também me roubam muitas vezes a alegria. Mais vezes do que imaginas, mais vezes do que eu queria. Mas sempre que isso acontece eu vejo o que ate aí não via. Eu começo de novo... e aí é mais dificil fazer com que eu não sorria...

Até porque Life is Wonderful, com ou sem chuva.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Talvez um dia entenda


Tirei esta fotografia numas férias em Espanha, apenas porque achei piada ao nome, e sem nenhuma intenção particular de a usar. Até hoje. Hoje estou triste. Pergunto-me o que pode levar alguém a liquidar a sua própria existência. O que pode levar alguém com 30 anos de vida a pensar que é melhor não existir. A pôr termo à vida. Durante muito tempo achei que o suicídio era um acto de cobardia. Depois achei que era preciso muita coragem. Ainda não sei bem o que é, excepto um acto de desespero. Pergunto-me o que passa pela cabeça de uma pessoa enquanto prepara este acto. Enquanto escolhe morrer de uma forma horrorosa. Será que chora? Será que ouve música? Será que não pensa sequer? E pergunto o que pode ser tão desesperante para ter uma atitude destas. Quando, aparentemente, se tem tudo. Não tudo o que existe, mas o que é preciso.

A fórmula não é assim tão difícil. O que é preciso? Resumidamente, saúde, amor, dinheiro. Nada mau, pois não? Mas mesmo quando isto existe parece que não chega.

Não basta ser saudável, não ter qualquer doença. Além da saúde temos que ser bonitos, atraentes e magros. O conceito de ter dinheiro também não é assim tão linear. Não chega ter dinheiro para pagar a prestação da casa, comida, roupa bonita e umas escapadelas de vez em quando. Não. Também é preciso um casarão com piscina, roupas in e já agora um Porshe.

E quanto ao amor? Ah, o amor… Não basta ter alguém que nos ama e a quem amamos, alguém a quem dar a mão, alguém com quem partilhar, conversar, dividir uma pizza. Isso é pensar pequeno, queremos AMOR, com as letras todas maiúsculas. Queremos estar apaixonados, ser surpreendidos por declarações inesperadas a cada instante, jantares à luz de velas todos os dias. Queremos um amante fantástico e acordar em Paris de vez em quando. Queremos que todos os dias sejam um passeio por entre as estrelas.

Simplesmente nos esquecemos de tentar ser felizes de uma forma realista, com o que temos. Queremos as estrelas, mas não nos importamos com o céu. Queremos entender o Universo mas não nos entendemos a nós próprios.  Esquecemos que não existe amor em minúsculas, que o amor  será sempre maior, ou não é amor. Esquecemos que o amor maiúsculo não é um estado de eterna euforia. Esquecemos que o amor nos completa, e que isso nos dá calma e serenidade. Esquecemos que o amor também inclui o amor próprio. Esquecemos que quando tudo isso que nos rodeia não nos satisfaz, o problema está em nós. Esquecemos que podemos pedir ajuda. Que podemos tentar. Que nada está perdido. Esquecemo-nos que a felicidade é um sentimento simples. Tão simples que por vezes nos esquecemos de a ver. A felicidade transmite paz e não turbilhões de sentimentos. Esses podem ser alegria, entusiasmo, paixão, imensas coisas mas não felicidade. Esquecemos muitas vezes que basta deixá-la entrar. Mas não. Nós queremos sentimentos fortes. Queremos sentir a adrenalina a correr, bem acelerada, queremos ficar sem fôlego. Queremos tanto tudo que nem vemos o tudo que temos.

Queremos, ou achamos que queremos, chegar ao topo da carreira. Quando não é isso que nos faz felizes. Queremos, ou achamos que queremos ter umas medidas de manequim, quando não é isso que nos faz felizes. Queremos, ou achamos que queremos um Amor, com maiúsculas, claro, mas não sabemos bem o que isso é. Devíamos olhar para nós. Devíamos pelo menos saber o que não queremos. Devíamos ser capazes de estender a mão e pedir ajuda.

Devíamos pensar que nada poderá ser tão grave ao ponto de ser superior a nós próprios. Eu sei que cada um sabe de si. Eu sei que não sei o que se passa na vida das pessoas. Mas não consigo achar que algo seja tão, tão, tão grave que não haja uma saída.

Não éramos amigas, amigas. Mas conhecíamo-nos. Cruzamo-nos muitas vezes, falamos, rimos, bebemos uns cafés e uns copos de vez em quando. Admirava-te como pessoa correcta que sempre foste e, caramba, tinhas tanta coisa boa na tua vida! Convidaste-me, embora ainda não oficialmente porque ias começar a tratar disso em Março, para o teu casamento. Já não estás cá. Estou triste. Estou zangada contigo também. A zanga vai passar. A saudade vai ficar, sempre. Como dizíamos sempre... fica bem, C. 

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Promoão do dia

O que é preciso é ter (boas) ideias.
Neste caso,
- evitam-se desperdícios;
- sempre sabemos que são de ontem e não vendem os de ontem fresquinhos de hoje;
- dia de festa para os gulosos.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

"I seeeeeeee you"



O sr. Prozac sempre foi assim. Quando ouvia uma palavra ou expressão nova, não descansava enquanto não a aplicasse, nem que fosse para dizer que estava finalmente em terra firme ao sair do banho (já tenho saudades dele assim pequenino).

Hoje, quando chegou, depois daquele abraço, em que ainda salta para o colo, olha bem para mim e diz "Mamã, I see you". Não percebi logo... ainda pensei que ele viesse cheio de vontade de estudar para o teste de inglês de amanhã... mais depressa as galinhas têm dentes... "Não te lembras, do Avatar? I seeeeeeeeeee you! Gosto tanto de ti!" Ahhh!!!

Se eu podia viver sem ele? Poder, podia, mas não era a mesma coisa! Esta frase vem em jeito de desabafo. Agora já não ouço essa frase com tanta frequência, mas ouvi muitas vezes "um filho complica muito as coisas". Não podia estar mais em desacordo. O meu filho proporcionou e continua a proporcionar-me dos melhores momentos da minha vida. Momentos de puro, puro amor, inocência e alegria, que dificilmente teria de outra forma. É o meu sol, todos os dias. É único.

Sim, tomei muitas decisões na minha vida a pensar nele. Sim, sem ele muito provavelmente seriam diferentes. A minha vida teria sido diferente. Provavelmente teria aceite o convite para trabalhar fora do país, quanto mais não seja para mudar de ares e pelo desafio em si, não teria o tempo condicionado por nada nem por ninguém. Mas seria melhor? Tenho a certeza que não. Nem sempre foi fácil, é certo. De nada me adiantou ler tudo quanto havia sobre o sono dos bebés, como os pôr a dormir num instante. Ele contrariava tudo. Parecia que tinha um sensor de altitude. Adormecia muitas vezes ao colo, e bastava eu sentar-me, mesmo com ele ao colo, para ele acordar. Comer era um festival. Isto não é bonito de dizer, mas cheguei, uma vez por outra, a atrasar-me de propósito para não ser eu a dar-lhe a sopa. Acho que não vou esquecer nunca o som do colchão da caminha dele às 4, 5h da manhã. Chegava ao quarto dele e era brindada com um sorriso de orelha a orelha e uma pulga pequena aos saltos!! Depois aprendeu a sair da cama de grades, depois de atirar o cobertor para fora também, aprendeu a andar e nunca mais parou. Muitas vezes desejei que ele tivesse vindo com um comando, para pôr em "pause" de vez em quando.

A escola também não foi (é) fácil. Sim, ele tem energia para vinte, gosta de estar sempre em evidência. É teimoso, e agora começa cada vez mais a querer impôr a vontade dele que, diga-se de passagem, se resume a não fazer os trabalhos de casa porque não acha justo. Já não mata as personagens todas das composições até à terceira linha para não ter de continuar a história e é capaz de passar uma horitas a ler um livro. Não pode falar comigo sobre certas coisas porque não sei os nomes dos Pokemon todos (é impossível saber, esqueço-me sempre e troco-lhes os nomes), mas quer que eu lhe explique porque é que as meninas são tão complexas. Tem uma memória prodigiosa e é capaz de se lembrar de coisas que lhe disse há séculos para se justificar. "Se não acabares os deveres não vais ao treino." ..."Às vezes não te percebo, mamã! Já me disseste mais de uma vez que o que tu queres é que eu seja feliz. Não sou feliz a fazer os trabalhos de casa". Para a próxima pensa antes de falares, sim, mãe?

É lindo. É meigo. Faz-me rir como ninguém. Muitas vezes diz coisas mais acertadas do que muitos adultos que conheço. Nos momentos maus que tive, foi sempre ele que me fez rir, que me deu força para os ultrapassar, mesmo sem o saber.

Complicado? Seria muito mais sem ele. Se eu podia viver sem ele? Poder, podia, mas definitivamente não era a mesma coisa.