segunda-feira, 31 de maio de 2010

Realmente!!


Gostava de não ficar preocupada, porque quando se tem dinheiro para certos luxos, é porque se tem. Quando se esbanja, é porque se tem muito. Gostava... Mas parece-me que por cá se vão entretendo a brincar aos ricos, e quem paga a factura somos todos nós. 

Este artigo na Sábado é bastante esclarecedor, em relação ao destino de algum do nosso dinheiro, daquele que descontamos para, supostamente, ajudar Portugal a avançar. Cada vez descontamos mais, e cada vez vemos menos coisas feitas, mas há luxos que se mantêm, mesmo quando a palavra crise nos acompanha todos os dias. 

Tempo de austeridade, impostos a subir, o povo cada vez mais pobre e gastam-se milhares em cafés, flores, champagne? Ah! O salário deles é tão pequenino que os contribuintes têm de pagar o cafézinho. Até está certo, dizem que a cafeína é benéfica para a actividade cerebral. Fosse esse o caso, e eu até lhes oferecia uma tonelada! 

Espremem-nos mais que laranjas num espremedor categoria industrial de alta rotação. Não tarda muito arranjam o IAR - imposto sobre o ar respirado e lá vamos nós tentar respirar menos, até ficarmos azuis e parecermos a nova  claque do FCP.  Vamos apertar o cinto! Com certeza. O Verão está aí, menos um ou dois centímetros no cinto deixa-nos contentes! Se forem menos dez então, oh felicidade!! E se for apertar o cinto para uma viagem em primeira classe paga pelos contribuintes, ou para dormir confortavelmente num carro topo de gama conduzido por um dos doze motoristas à minha disposição? Seguir o exemplo de Inglaterra, que começou por cortar precisamente nas coisas menos essenciais, como viagens em primeira classe, carros com motorista, etc? Nãã!! Ser ministro e ter de levar o meu carrito? Nem pensar! Teria de apertar mesmo o cinto, ou ainda apanhava uma multa. 

Tenho cá para mim que artigos  destes deviam começar a ser publicados na Playboy ou serem oferecidos como suplemento nessa mesma revista. Há uns dias atrás o fenómeno Bruna Real apareceu em todas as televisões, com direito a debate em directo e tudo. O Real de Bruna Real, a mim, não me incomoda nada. Mas este estado Real do nosso país? Esse sim, preocupa-me!
 

domingo, 30 de maio de 2010

Dias assim


E há dias assim. Perfeitos. Dias que conseguem, num só dia, trazer-nos de volta a nós. Dias em que, aparentemente, nada de extraordinário acontece: não nos sai o euro-milhões, não vamos a Paris nem à Polinésia, não damos a volta ao mundo,  não ganhamos a maratona. Dias preenchidos com o dia, com as coisas pequenas, aparentemente banais, de (quase) todos os dias. Foi assim o dia de ontem. 

Nem sempre é fácil equilibrar o barco que é a vida. Encontramos o nosso ponto de equilíbrio, vamo-nos equilibrando nas ondas, mas por vezes estas balançam demais. Ancorados ao nosso barquito, que, de forma amadora, tentamos manter à superfície da água, existem outros barcos. Já não é só o nosso barco que temos de governar, mas os outros também, e não é fácil. Por vezes esses outros barcos ancoram-se de tal maneira ao nosso que ficamos ali, presos, sufocados, sem espaço. As últimas semanas foram assim. Más. Demasiadas pressões, demasiadas contrariedades, demasiados problemas a resolver, demasiado cansaço. Há que equilibrar o barco, se não queremos naufragar. 

Tratamento? Um dia inteirinho só com o meu filho lindo! Só eu, ele, e o dia por nossa conta. Fazer coisas como lavar o carro, com direito a banho para os dois, comprar umas sapatilhas em que saio da loja a rir-me com a conversa dele com o vendedor por não ter sapatilhas de rodinhas para mim, comer um gelado sentados no parque, com direito a repetição,  fizeram do dia um dia de paz como não tinha há muito. A sessão de dança foi um dos momentos altos do dia. Ele e os colegas andam encantados com a dança, nomeadamente alguns passos do Michael Jackson, como o moon walk e o circle slide. Aprendido step by step. Não é tão fácil como parece. Experimentem! Ao fim do dia, quando já bocejava um bocadinho, fiquei a saber o que são "sónias". Para quem não sabe "estás com sónias" é o contrário de estar com insónias. 
Este menino conseguiu, num dia só, devolver-me o riso, a descontracção e tanta paz!
 

À noite, depois de o sr. Prozac estar estafado, tempo para sair e descontrair um bocadinho. Brindar à Amizade, porque ela merece, quando existe, quando é verdadeira. Agradecer por ter pessoas especiais na minha vida. Pessoas que valorizam a verdade, a amizade, a partilha. Que nos aceitam como somos, que não nos julgam, que nos ajudam. Que nos ouvem, não só com os ouvidos. Que nos ouvem mesmo. Que brincam, mas sabem o que é sério. Que nos fazem bem. Obrigada, Invisível, por estares aí!

Há dias assim, em que voltamos a nós. Em que reencontramos a serenidade, a paz, que nos faz tanta falta.

sábado, 29 de maio de 2010

Se alguém tiver um livro que não precise...


Recebi este e-mail, da Joana Santos. Fica o apelo, se alguém quiser ou puder colaborar. 

 
 
Caros amigos,

Alguns sabem e outros nem por isso (e assim aqui vai a notícia) mas estou em Timor a dar aulas na UNTL (Universidade Nacional de Timor Leste) no âmbito de uma colaboração com a ESE do Porto.
Aquilo que vos venho pedir é o seguinte: livros. Não vou usar a grande conversa que é para montar uma biblioteca ou seja o que for, porque não é. O que se passa é o seguinte... não sei muito bem como funcionam as instituições, nem fui mandatada para angariar seja o que for, mas o que é certo é que sou (somos!) muitas vezes abordados na rua por pessoas que desejariam aprender português mas não possuem um livro sequer e vão pedindo, o que é mto bom.
O que é certo é que a minha biblioteca pessoal não suportaria tanta pressão e nem eu, nos míseros 50 quilos a que tive direito na viagem, pude trazer grande coisa para além dos livros de trabalho de que necessito.

COMO MANDAR?
Basta dirigirem-se aos correios (CTT) e mandarem uma encomenda tarifa económica para Timor (insistam porque nem todos os funcionários conhecem este tarifário!) e mandam a coisa por 2,49 €. Claro que a encomenda não pode exceder os 2 Kg para poder ser enviada por este preço.

Devem enviar as encomendas em meu nome - Joana Alves dos Santos - para:

Embaixada de Portugal em Díli
Av. Presidente Nicolau Lobato
Edifício ACAIT
Díli - TIMOR LESTE


Mandem por favor livros de ficção, romances, novelas, livros infantis etc, etc. Evitem gramáticas e manuais escolares. Dicionários, mesmo que um pouquinho desatualizados são bem vindos. Este critério é meu e explico porquê. Alguns timorenses (estudantes e não só) são um bocado fixados em aprender gramática mas ainda não têm os skills básicos de comunicação. Parece-me melhor ideia que possam ler outras coisas, deixar-se apaixonar um bocadinho pelas histórias mesmo que não entendam as palavras todas, do que andarem feitos tolinhos a marrar manuais e gramáticas. O caso dos dicionários é outro. Um aluno, por exemplo, usa um dicionário português-inglês para tentar adivinhar o significado das palavras. Como o inglês dele tb não é brilhante imaginam como é a coisa.

Bom, espero ter vendido bem o peixe do povo timorense. Falam pouco e mal mas na sua grande maioria manifesta simpatia pela língua portuguesa. De qualquer forma isto não vai lá (muito sinceramente) com umas largas dezenas de professores portugueses por cá. É preciso ter a língua a circular em vários meios e suportes. Espero que respondam ao meu apelo!! Eu por cá andarei sempre com um livrito na carteira para alguém que peça!

Obrigada!
Joana

Imagens que falam por si!

 Uma questão de equilíbrio e trabalho em equipa!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Margens


Por vezes as vidas das pessoas são como as duas margens do mesmo rio. Partilham-no, é delas, mas elas permanecem afastadas, olhando ao longe ou olhando sempre em frente, evitando olhar para o outro lado, para a outra margem, como a outra metade do seu rio. Partilham afinidades, alegrias, tristezas, gostos, momentos. Partilham o seu rio. 

Por vezes, erguem-se pontes, por obra de outrem ou da própria natureza. Acontece instintivamente, sem planos ou projectos. Por isso as espanta tanto. como elas surgem. Tanto que nem sabem bem o que fazer com elas, por vezes. Pontes que unem essas margens, por momentos, mas que depois ficam para trás, apenas sinalizando o momento, porque o rio continua o seu percurso. 

Outras vezes, o rio, que inicialmente era apenas um pequeno ribeiro começa a aumentar o seu caudal, a pouco e pouco, quase sem ser percebido. Cresce, alimenta-se a si próprio, chegando ao ponto de quase transbordar. Aí, constroem-se as barragens, em que ele embate, estagna, ou volta para trás. E assim se mantém, avançando, recuando, seguindo o seu rumo, porque o tempo é assim e não perdoa, sempre avança.

As margens vão-se acompanhando, por entre subidas e descidas, trajectos mais ou menos sinuosos, mais alegres ou mais sombrios, até que o rio, esse rio que partilhavam, chega ao mar, e aí se perde, fundindo-se com outros rios, e as margens se atenuam, se distanciam, se dissolvem, desaparecem, perdem-se de vista, abandonam-se.  

Os motivos porque as margens se mantiveram sempre à margem uma da outra são muitos, por vezes conhecidos, por vezes desconhecidos, por vezes esquecidos ou não reconhecidos. Não interessa.  Não têm necessariamente que chorar a perda do seu rio. Este era único, e assim vai ser sempre, mesmo misturando-se com a água, com a história de outros rios, de todos os rios que, tal como ele, chegaram ao mar. 

Desafio 20 Dias 20 Músicas - The End


Tal como quando se corre a maratona, o mais importante é acabar, chegar à meta. Por isso, com alguns dias de atraso, vamos lá acabar o desafio, até porque não é nada fácil escolher só uma música, na maior parte das vezes.

Dia 17 - A song that you want to play at your wedding
Teria de arranjar uma música que se enquadrasse numa letra parecida com "You must be crazy, i have to tell you that. You said that if i ever saw you doing this thing i should take you to the hospital and don't let you go out."
Mas, se por acaso tivesse mesmo uma ideia assim brilhante, escolheria Anywhere, Evanescence.

Dia 18 - A song that you want to play at your funeral 
Nunca pensei nisso! Mas como será para ser cantada por quem lá estiver, talvez   A gente vai continuar, Jorge Palma. 

Dia 19 - A song that makes you laugh 
Não é que me faça rir só pela canção em si, mas lembro-me sempre da figura de um amigo meu a cantar isto e a respectiva coreografia, Hakuna Matata, Timon, Pumba e Simba.

Dia 20 - Your favorite song at this time last year 
Talvez não fosse a preferida, mas uma das que andava sempre a tocar no carro I don't know why, Moony.

Garfield, meu herói!


É por estas e por outras que adoro o Garfield. Tem sempre uma solução credível! :))


terça-feira, 25 de maio de 2010

Fugir!


Há alturas em que apenas me apetece fugir...
Fugir da rotina que me esmaga, fugir dos compromissos que não me apetece cumprir, fugir do mundo que me conhece, fugir dos sentimentos que não quero sentir, fugir das palavras que não quero dizer, e das que quero dizer também, fugir de mim.
Nessas alturas, questiono tudo. O ontem, o hoje, o amanhã.
Nessas alturas apetecia-me ter coragem para fazer apenas o que me apetece, sem pensar em nada, nem em ninguém.
Nessas alturas apetecia-me ser egoísta e pensar apenas em mim.
Nessas alturas apetecia-me pegar numa borracha e apagar pensamentos e sentimentos. Substituí-los. Mudá-los. Ignorá-los.
Nessas alturas, queria ser maior. Ser o lápis em vez do desenho.
Nessas alturas, queria apenas deixar-me em paz.
Nessas alturas, queria apenas fugir. Para bem longe. Onde não fosse possível encontrar-me.
Nessas alturas sei que não adiantaria de nada fugir, porque não era do mundo que queria fugir, mas tão só e apenas de mim.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Verbos...


Querer. O que queremos é fácil. Queremos ser felizes, queremos estar bem.  Isso nós sabemos, é relativamente fácil, se só existir o verbo querer. Mas, por vezes, há uma grande diferença entre o que queremos, o que fazemos, o que podemos, o que devemos, o que devíamos querer e o que devíamos fazer.

O que queremos deveria ser equivalente ao que podemos, porque se queremos e não podemos, não fazemos, e isso será causa de não sermos muito felizes. Se a isto juntarmos o que devemos, se calhar algumas coisas do que queremos ficariam anuladas. Não todas, mas algumas. Caso queiramos atormentar-nos mais um bocadinho, vamos buscar o que devíamos querer e então aí, além da infelicidade de querer e não ter ou não fazer, junta-se a sensação de que não estamos a ser realistas e o complexo de culpa, porque não devíamos. Se nos atrevemos a fazer, mesmo sabendo que não devíamos, e depois constatamos que a parede afinal é muito dura, depois de lá bater com a cabeça com toda a força, além da incomodativa dor de cabeça, fica uma culpa ainda maior, além de desilusão, connosco e/ou com os outros. 

Frases como eu podia, eu podia mas não devo, eu devia mas não posso, começam a girar nos nossos circuitos cerebrais, e o mais certo é haver um curto-circuito capaz de levar a um verdadeiro apagão, e aí não podemos, não fazemos e já pouco importa se devemos. No fim, ficamos com nada. Porque não fizemos o que podíamos. Porque andar às voltas nem sempre nos leva ao ponto de partida. 

Para mim, será sempre este o factor capaz de me fazer decepcionar comigo, ficar com a sensação que não fiz o que podia. O dever por vezes é tão relativo e é-nos tão imposto só e apenas pelos nossos próprios limites. E o querer, esse, é o mais feliz de todos, porque muda, e pode mudar quantas vezes quiser, que receberá de nós sempre a aprovação e um sorriso. 

sábado, 22 de maio de 2010

Uma semana de cão!


Esta semana foi aquilo a que se pode chamar uma semana de cão. Trabalho, trabalho e mais trabalho. Nos tempos que correm, queixar-me de trabalho não será politicamente correcto, mas a verdade é que disse algumas (bastantes) vezes mas isto nunca mais acaba? Gosto do que faço, mas quando o descanso começa a ser muito pouco e o cansaço começa a comandar as minhas palavras e actos, aliado ao facto de deixar de ter tempo para fazer as outras coisas que também gosto muito, começo a ficar um bocadinho mais irritável.

Ontem, ao chegar a casa ao fim da tarde, mais propriamente início da noite, fui brindada com o senhor Prozac, muito bem penteadinho, já com o banhinho tomado e o pijama vestido (bendita Avó), que me pergunta "Ó mamã, tu não achas que andas a chegar a casa um bocadinho fora de horas?"  Realmente, esta semana não houve tempo para o ir buscar à escola nenhum dia, não houve tempo para irmos dar os nossos passeios, não houve tempo para nada. Sempre tentei controlar os horários de forma a ter tempo para tudo, mas por vezes esse controlo descontrola-se e não consigo fugir, por mais que me apeteça. Compromisso assumido é para cumprir. Tal como o compromisso do senhor Prozac, embora ele não saiba que o tem, é conseguir fazer-me rir quando tudo o que me apetece é estar de mau-humor, mesmo que motivado pelo cansaço. É que agora estou a pensar instalar em casa um sistema qualquer que registe a hora de entrada :)).

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Imagens - Andar sobre as águas


Somente três homens andaram sobre as águas em toda a história da Humanidade:
- O primeiro foi Cristo,
- O segundo foi Pedro,
- O terceiro foi o Zé Sousa.


Mas quem é  o Zé Sousa? É este senhor,  açoriano de gema. Só não sei o que ele terá feito ao touro que, parece-me, vai dar conta que é demasiado pesado para também caminhar sobre a água.

Foto recebida por e-mail.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Ela queria ter um jardim...


Ela queria ter um jardim. Resquícios, talvez, da infância passada na aldeia, em que corria pelos campos, descalça, sentindo o calor e a humidade da terra na pele, em que apreciava cada flor, em que chamava a cada uma delas sua. 

Ela queria ter um jardim. Não muito grande, não idealizado melhor arquitecto paisagista. Queria um jardim grande o suficiente para plantar as suas plantas, as suas flores, desenhar os seus canteiros. 

Ela queria ter um jardim. E merecia tê-lo. Amava as flores. Quantas pessoas tinham jardins lindos e enormes, e nem sequer olhavam para eles?

Ela queria ter um jardim. Mas não tinha.

Um dia, alguém lhe ofereceu um vaso, uma planta num vaso. Um vaso pequeno, uma planta pequena. Imaginando o jardim que queria, o vaso tornava-se ainda mais pequeno. Colocou-o em qualquer canto, esqueceu-se dele. A planta, essa, depois de se aguentar estoicamente durante semanas, sem água e sem cuidados, acabou por definhar.

Ela queria ter um jardim. Adormeceu a sonhar com ele. E sonhou... Sonhou com o dia em que lhe ofereceram um vaso e ela o colocou na varanda, num lugar especial, resguardado do frio e do vento. Sonhou com o dia em que a planta tinha crescido tanto que precisava de um vaso maior. Sonhou com o dia em que a planta teve as primeiras flores. Lindas! Sonhou com o dia em que encontrou outros pequenos vasos e os levou para casa. Sonhou com a felicidade que sentia com cada um dos seus vasos. Sonhou com o dia em que olhou para a sua pequena varanda e viu o seu jardim. 

Acordou com um sorriso, e foi, rapidamente, buscar o pequeno vaso que lhe tinham oferecido. Talvez... Talvez ainda o conseguisse recuperar.


Quantas vezes queremos tudo? Sonhamos o sonho, idealizamos a perfeição, o todo, o tudo, e não nos contentamos com menos. Não! Queremos tudo. Queremos tanto tudo que nos esquecemos. Esquecemo-nos que o todo é formado por partes, que são, cada uma delas, especiais, nossas, que requerem, todas elas, a mesma atenção. Esquecemo-nos que não devemos chorar porque não temos o jardim, mas sim ficar felizes porque temos o vaso.

Desafio 20 Dias 20 Músicas - Dias 12 - 15



Dia 12 - A song that describes you - cof, cof: I'm too sexy, Right said Fred. Mais a sério: Unwritten, Natasha Bedingfield.

Day 13 - A song from your favorite album - Não tenho um só álbum favorito. Por exemplo, Dance with me, Nouvelle Vague.
 
Dia 14 - A song that you listen to when you’re angry - Não tenho uma música específica que ouça quando estou zangada. Habitualmente quando estou irritada, procuro ouvir música não muito agitada, por exemplo, The boots are made for walking, The Legendary Tiger Man, ou alguma para gastar a adrenalina como Uprising, Muse.

Dia 15 - A song you listen to when you're happy quando estou happy, canto! Não tenho ainda video no youtube :)).

domingo, 16 de maio de 2010

...


Nunca vou saber o que fez o meu olhar prender-se no teu. Muito menos vou saber o que não o deixou desprender-se.
Nunca vou saber o que me fez encantar pelo teu sorriso. Muito menos vou saber o que me prende nesse encanto. 
Nunca vou saber o que fez as minhas mãos gostarem das tuas. Muito menos vou saber o que as fez precisarem e procurarem as tuas mãos.
Nunca vou saber o que me fez gostar da tua boca. Muito menos vou saber o que a faz querer existir apenas para a encontrar.
Nunca vou saber o que fez  o meu abraço gostar dos teus braços. Muito menos vou saber o que me faz perder-me neles.
Nunca vou saber o que me levou até ti. Muito menos vou saber o que não me deixa afastar-me.
Nunca vou saber porque gosto de ti desta forma, que não sei nem consigo explicar. Muito menos vou continuar a procurar explicações. 
Nunca vou saber. Muito menos quero saber. 

sábado, 15 de maio de 2010

Imagens que falam por si


Quando era miúda, uma das coisas que me mantinha pregada à televisão eram os programas sobre animais. Quando for grande vou fazer filmes destes, dizia eu. Essa veia artística não singrou, mas continuo a achar fantásticos esses programas e a deliciar-me com fotografias como esta.



:) :) BOM FIM DE SEMANA!! :) :)


sexta-feira, 14 de maio de 2010

Temos de começar a aprender


José Sócrates vai a uma churrasqueira e pede ao empregado que embrulhe dois frangos. Enquanto o empregado embrulha os frangos, repara numas belas codornizes e pergunta ao empregado se pode trocar os dois frangos por quatro codornizes, ao que o empregado responde:
- Claro que sim.
Depois de embrulhadas as codornizes e entregues ao cliente, este vai-se embora, quando o empregado lhe chama a atenção:
- Desculpe, mas o Sr. esqueceu-se de pagar as codornizes. 
- Mas eu não as comprei, troquei-as pelos frangos! - disse José Sócrates, indignado com a petulância do empregado.
- Mas também não pagou os frangos!
- Correcto, mas também não os levo, pois não? 
 

...


Sentada na mesa do café, fazendo horas para ser horas de qualquer coisa, evitava adormecer. O sono continua a ser caprichoso e a não aparecer à hora devida. Vem depois, todo contente, bater à porta quando não é benvindo. 

Encontrei o meu caderninho, perdido no fundo da arca sem fundo a que chamo carteira. Há quanto tempo não o abria! Está cheio de frases, pequenos textos, tentativas tímidas de poemas, desenhos, palavras soltas, datas. Folheando-o, cheguei a uma frase que escrevi há algum tempo. Tanto, que parece uma outra vida, mas não foi assim tanto. Um ano, mais coisa, menos coisa. Leio e releio aquela frase. Tenho evitado pensar nisso. Abano a cabeça, como se de uma mosca se tratasse, sempre que aflora ao pensamento. Canto, danço, mergulho na vida, afastando para longe algo que sei que nunca afastarei. Que faz e fará sempre parte de mim. O não ter tentado. E se tivesse? Se tivesse tentado? Se tivesse dito? Se tivesse feito? A frase é simples, um cliché sobejamente conhecido. "Arrepende-te apenas daquilo que fazes". Escrevi-a, como se o acto de a escrever a pudesse transformar no acto que anunciava! Não tentei, não disse, não fiz. Ficou apenas o se. E a recordação. A recordação de algo que não fiz. A recordação do que poderia ter feito, que mais não é do que o reflexo do que perdemos por não tentarmos. O não está garantido à partida. Tentar poderá transformar esse não num talvez. Poderá confirmar o não. Mas valerá mais um não confirmado do que um talvez não tentado.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Desafio 20 Dias 20 Músicas - Dias 10-11



Dia 10 - A song from your favorite bandI still haven't found what i'm looking for, U2.


 Dia 11 - A song that no one would expect you to loveFazer o que ainda não foi feito, Pedro Abrunhosa (porque normalmente não gosto mesmo nada das músicas dele).

quarta-feira, 12 de maio de 2010

O Papa e o País


Todo o rebuliço em volta da vinda do Papa a Portugal está a levantar vozes em qualquer canto do País. Todos temos direito à nossa opinião, é verdade, mas também é verdade que todos têm direito a que a sua opinião seja respeitada. Ter capacidade para rir com os acontecimentos, é saudável e até louvável. Conhecer o limite entre brincadeira e mau gosto também, e ofender o outro, não respeitando as suas crenças, só porque eu acho que é assim e eu sei tudo, não me parece muito correcto.

Cresci no seio de uma família cristã, católica, com direito a tudo: baptismo, primeira comunhão, crisma, comunhão solene. Frequentei a catequese e fui à missa. Transmitiram-me a fé em Deus e incluíram-me na Igraja Católica. Quando comecei a pensar por mim, comecei a ter a minha opinião e a não aceitar tudo que me era apresentado. Comecei a dissociar Deus, em que continuo a acreditar, e a Igreja, em que não acredito. Aliás, sou persona non grata na Igreja, a partir do momento em que quebrei um dos sacramentos que recebi. Por vezes, gostaria de ter a inocência do meu filho que disse à avó que "se Deus e Jesus não existissem não se falava deles". Já tive muitas dúvidas e já perguntei muitas vezes "onde está Deus", quando vejo tanta coisa má, tanta pobreza, tanta catástrofe. Como se Ele fosse o culpado de tudo. Mas, tal como quando damos um brinquedo a uma criança, em que ela o pode estimar e tratar com carinho, assim também nós fazemos com o mundo que nos deram. Se a criança estraga o brinquedo, a culpa não será de quem lho deu. É-lhe dada a opção de conservar ou estragar.

Sendo a Igreja formada por homens, é falível, reinando em muitos sectores a hipocrisia. Há coisas que não são admissíveis, na minha opinião. Muitos horrores e crimes foram perpetuados pela Igreja em nome de Deus. Mas também muitas coisas boas foram feitas por essa mesma Igreja. A fé e a crença nos ensinamentos cristãos foram o suporte de muita gente e, muitas vezes, uma derradeira esperança e factor de união. Imaginem então um mundo sem fé nenhuma. 
Nem todos ingressarão na vida religiosa pelas melhores razões. Há pedofilia na Igreja, assim como em outros sectores em que não deveria haver. Há pediatras pedófilos, há professores pedófilos, e não é por isso que a medicina é irradicada da infância ou as escolas fecham. Há pais que abusam eles próprios dos filhos. Pais não será o nome correcto, mas não quero ofender os animais, por isso fica o nome que a biologia lhes concedeu. Na minha opinião tomar o um pelo todo e reduzir tudo ao mesmo não é correcto. Há padres que efectivamente encaram a sua vida como uma missão de ajuda ao próximo. Conheci alguns assim. 

A igreja condena o uso de preservativo ou qualquer outro contraceptivo, assim como o casamento homossexual. Está errado (na minha opinião). Mas não é só a igreja que o faz. Muita gente discrimina os homossexuais, chegando ao extremo de dizerem "antes queria um filho drogado do que homossexual". No entanto, essas mesmas pessoas levantam a voz para falar contra este aspecto da igreja. Muitas outras coisas estão erradas na Igreja.

O Papa faz uma visita a Portugal. É recebido com pompa e circunstância. Além de ser um Chefe de Estado, é o líder da Igreja Católica. Goste-se ou não se goste. Portugal é (ou parece ser) um País maioritariamente católico. Alguns exageros? Concordo. Mas em muitas conversas que ouvi fiquei com a impressão que esta visita do Papa funcionou como um bode expiatório para todos os problemas do País. Aproveitamos para expurgar o nosso descontentamento usando a visita papal. O décimo terceiro mês vai voar, pelo menos parte dele, com ou sem Papa. Os impostos vão aumentar, com ou sem Papa. O desemprego, as injustiças sociais vão aumentar, com ou sem Papa. A tolerância de ponto não se justifica. É a minha opinião. Mas não é esta tolerância de ponto que vai levar o País à bancarrota, quanto mais não seja porque já lá estamos. O que não entendo é como se diz tão, tão mal da tolerância, como se está tão preocupado com ela, como é uma estupidez tão grande, como achando que é um ultraje, se faz parte desse ultraje, podendo não a gozar. Se acho assim tão mal, se estou assim tão preocupada, porque não vou trabalhar? 

Não acho que esteja bem gastar tanto dinheiro num país em crise. Muitas outras prioridades deveriam ter a atenção de quem nos (des)governa. Não me acredito que o Papa tenha exigido tudo o que foi feito, não devendo ser ele o alvo das críticas, na minha modesta opinião, repito. Assim como acho que a pessoa ao meu lado, se acredita e quer acreditar na Igreja, no Papa, no que for, merece o meu respeito. Brincar, tudo bem. Ofender, acho que não. 

Muito mais poderia ser dito e discutido. Muita gente discordará do que digo. É legítimo, aceito-o e respeito.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Momentos...


Os momentos valem o que valem. São momentos. Momentos de segundos, minutos, horas, dias, meses. Momentos. Momentos que não se medem pelo tempo. Momentos que são imensuráveis. Dias que se resumem a segundos e segundos que duram uma vida inteira. Momentos recheados de palavras, gestos, risos, olhares. Momentos que deixam sabor a pouco, a muito pouco. Momentos que se gravam em qualquer recanto do nosso ser, mas que não adormecem. Momentos que era suposto serem apenas isso e acabarem quando acaba o tempo do momento, quando o momento se despede e nos despedimos do momento. Momentos que, pensamos, não tiveram nada que os tornasse memoráveis. Momentos dentro de um momento aparentemente maior. Momentos que atropelam todos os outros para ficarem ali, enraizados em nós. Momentos que se alimentam a si próprios. Momentos que ganham vida própria e emergem no meio de outros momentos, ofuscando-os. Momentos que pedem mais momentos. Momentos que são apenas isso, momentos, e  que valem o que valem.

Desafio 20 Dias 20 Músicas - Dias 6 - 9


Actualizando o desafio...  Não é fácil escolher uma, por isso, para cada item fica a primeira canção que me lembro.

Dia 6 - A song that reminds of you of somewhere - Loucos de Lisboa, Ala dos Namorados.

Dia 7 - A song that reminds you of a certain event -Losing my Religion, REM. 

Dia 8 - A song that you can dance to - I Will Survive, Gloria Gaynor (e muitas, muitas outras).  

Day 9 - A song that makes you fall asleep - Não me lembro de nenhuma, excepto esta.

Parabéns, Benfica!


Pela boca morre o peixe, e é bem verdade. Disse que, se o Benfica fosse campeão, fazia um post a dar os parabéns ao vencedor. Está a demorar um pouco a escrever porque os meus dedos se recusam a escrever certas palavras como o Benfica este ano ganhou, mas a realidade é a realidade. O  seu a seu dono. Apesar de me custar, tenho de admitir que foi o justo vencedor deste campeonato. Por isso, parabéns ao Benfica e aos benfiquistas. Fizeram um bom campeonato e fizeram um percurso bonito lá fora. 

Infelizmente, as pessoas confundem futebol com outras coisas, e vemos as figuras tristes que vemos por aí. Se os outros ganharam é porque tiveram mérito para isso. Tiveram o mesmo número de jogos, jogaram com as mesmas equipas e ganharam mais jogos. É matemática. Somar pontos. No fundo, esta maneira de encarar as derrotas é apenas o reflexo do que muitas cabecinhas (não) pensam neste país: não devemos ficar furiosos porque os outros ganharam, mas sim ficar tristes porque perdemos, ver o que está mal e corrigir. 
 

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Começar bem o dia!!


O que vale é que não sou supersticiosa, senão não saía mais de casa esta semana! Pensando bem, se calhar não ficava era em casa. Começar bem a semana. Deve ser castigo por ter dito que até gostava das segundas-feiras. E até gosto, pelo menos de algumas. Convém é acordar antes de me levantar! Não foi o caso hoje. Hoje foi daqueles dias em que custou levantar. 

Aproveitar a preguiça até ao último momento tem os seus inconvenientes. Fica-se sem tempo para aquelas pequenas coisas que nós, mulheres, gostamos, como por exemplo pôr creme hidratante. Nesses dias o truque passa por espalhar um pouco de óleo antes de secar. Por esse motivo está mesmo ali, à mão de semear. 
Além de levantar, outra coisa que não se deve fazer antes de acordar é lavar o cabelo. "Que se passa com este shampoo?" Até quase o ouvi "Não sou shampoo, sou óleo Johnson! Lálálálálá!" Uma coisa garanto: o óleo Johnson é bom, é muito, muito bom! Tão bom que não sai com duas tretas! Tão bom que se agarra ao cabelo de uma forma que até faz impressão! Tão bom que hoje nem me queixei da chuva se rir do tempinho que passo a esticar o cabelo! Tão bom que só queria um chapéu! Por isso, e ao contrário do habitual, obrigada, S. Pedro! Esta chuvinha veio mesmo a calhar!!

domingo, 9 de maio de 2010

Gotan Project no Coliseu


O Coliseu encheu para ver e ouvir Gotan Project. Descrever o concerto? Fantástico! Dos melhores concertos a que assisti nos últimos tempos. Daqueles que nos prendem do princípio ao fim, proporcionando momentos arrepiantes. Daqueles em que se faz silêncio para ouvir. Para mim, isto diz muito sobre os concertos. Aqueles em que se vai por ir, mais para passar tempo do que para outra coisa, e aqueles em que se vai porque a qualidade se impõe e nos apetece beber cada momento, fazendo-nos abstrair de tudo.

Momentos como esteesteeste ou este (na verdade, todos), encheram a noite. 

Enquanto procurava fotos e vídeos do concerto, encontrei esta frase  aqui, que se enquadra perfeitamente no espírito dos Gotan Project: "Se um dia me souberes olhar para além do banal e me tocares os lábios com a doçura do desconhecido, entrega-te nos meus braços para a derradeira dança da sensualidade... Isso é Gotan Project..."

sábado, 8 de maio de 2010

Quantas vezes...


Quantas vezes ficamos assim, não sabemos bem como, assim...
Quantas vezes pensamos em desistir, deixar de lado ideais e sonhos.
Quantas vezes sentimos solidão, mesmo rodeados de mil pessoas.
Quantas vezes queremos esquecer, dormir, fugir.
Quantas vezes lutamos por uma causa perdida.
Quantas vezes nos sentimos incompreendidos, injustiçados, destroçados.
Quantas vezes queremos sorrir e não conseguimos.
Quantas vezes sentimos o coração tão apertado que só apetece abrir o peito para ele se soltar um pouco e deixar de doer.
Quantas vezes aquela lágrima irritante teima em cair precisamente na hora em que precisamos parecer fortes.
Quantas vezes a nossa voz treme e trai completamente a nossa postura de indiferença.
Quantas vezes sentimos saudades do que tivemos e do que temos.
Quantas vezes sentimos saudades do que não tivemos, do que quase tivemos, do que sonhamos ter.
Quantas vezes...
Quantas vezes ficamos assim, não sabemos bem como, assim...

Pedimos um pouco de força, um pouco de luz, um pouco de qualquer coisa. E esse pouco que pedimos aparece: um sorriso, um olhar, um abraço, um gesto de amor... E nós, assim, não sabemos bem como,  insistimos em seguir, em ir em frente, porque temos uma missão: sermos felizes. Para isso, o primeiro passo, como em tudo, é querer. 

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Desafio 20 dias 20 músicas - Dia 5

 

Dia 05 - A song that reminds you of someone (Uma canção que te lembra de alguém)

A tendência para associar músicas a pessoas e lugares é grande. Escolhendo só uma - Selfish Love, Pedro Cazanova.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Desafio 20 Dias 20 Músicas - Dia 4

Dia 4 - A song that makes you sad (Uma canção que te põe triste)


Esta é fácil. We might as well be strangers, dos Keane. A música é linda, mas triste, triste!!

Conversas Prozac


- Vais-me dar uma prenda se tiver boas notas nas provas de aferição?
- Não, P. Já sabes que não te dou prendas por causa das notas.
- A mãe do G. disse que lhe dava uma prenda. A do R. também. E do GP, do GG,...
- Mas a mãe já te explicou que tirares boas notas é bom para ti. Não é para teres um prémio.
- Está bem, mamã, já sei - pequena pausamas como eu já sei isso, podias dar-me uma prenda.

Acho que um pouco como todas as mães, por vezes sou assaltada por dúvidas  sobre se estarei a dar a educação mais correcta ao meu filho. Se não sou demasiado rigorosa, se não devia ser mais tolerante. Apesar de lhe dar muito mimo, muito carinho, brincar muito, há coisas em que sou intransigente. Dou-lhe prendas, muitas vezes sem motivo nenhum. Dar prendas porque passou de ano ou porque teve boas notas nunca dei.  Um grande abraço e muitos parabéns, sim. Quero que ele aprenda a fazer as coisas por ele e não com o objectivo de ter um prémio. Ele ainda é pequeno, mas acho que pode ir interiorizando. Fazermos as coisas por nós, porque temos capacidades e as aproveitamos, traz automaticamente uma sensação de bem-estar. Fazer as coisas com o objectivo de obter um prémio vai fazer essa satisfação estar dependente de outrem. É o primeiro passo para valorizarmos as coisas apenas quando nos trazem uma vantagem material. O primeiro passo para passarmos a vida a procurar caminhos errados. 

O problema é que os outros têm, e ele não. Na idade dele, ser como o outro é o objectivo principal. Lembro-me perfeitamentede um episódio da minha infância, quando andava na 2º classe. Houve uma invasão de piolhos lá na escola. Eu andava triste, triste a sério, porque todos os meninos tinham piolhos e eu não. Até que um dia - oh felicidade!!- lá vieram alguns parar à minha cabeça! Um sorriso de orelha a orelha, até começar a ficar com comichão e a minha mãe lhes ter tratado da saúde. Nunca esqueci o efeito daquele bendito produto que se aplicava na cabeça!!! E nunca mais quis nada sem me assegurar que valia a pena.

Não acho que esteja errada, mas por vezes não é fácil. Porque os outros têm. Porque a opinião dele, logicamente, é sempre orientada no sentido de obter o que quer e muitas vezes eram bem mais fácil dizer sim. 

Entretanto, ele vai exercitando a argumentação e diga-se de passagem que os seus argumentos estão cada vez melhores. Quase me convencia. Afinal, ele já sabe, e esse era o objectivo!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Desafio 20 Dias 20 Músicas - Dia 3


Dia 3 - A song that makes you happy (Uma canção que te põe feliz)

Escolher só uma é difícil, mas esta é uma delas. Adoro a letra, gosto da música e já a cantei vezes sem conta! :))

O meu vestido vermelho, ou assim-assim...


Finalmente tenho aquele vestido vermelho, lindo, lindo, que andava a namorar há tanto tempo! Vermelho mesmo, daquele vermelho das rosas e das cerejas! Embrulhado em papel de seda, a sua cor é tão intensa que ultrapassa a espessura do papel e faz o meu coração cantar e os meus lábios sorrirem, enquanto os olhos brilham! Com muito cuidado, desembrulho-o e coloco-o num lugar especial,  visível, mas protegido das intempéries externas. A sua cor reflecte-se em cada pequeno pormenor à sua volta. Lindo, lindo!
Gosto tanto dele que o uso todos os dias. Visto-o, e não o sinto como um tecido exterior, mas como uma segunda pele. Faz parte de mim. Vermelho! Tão vermelho! 
Com o tempo, noto que aquele vermelho-vermelho já não está tão vermelho. Desbotou um pouco. Arranjo os melhores produtos para o tratar, para lhe devolver a cor. Ilusoriamente, por momentos, parece ter regressado à cor original, mas no meu íntimo sei que assim não é. Mas continuo a usá-lo. Afinal, é o meu vestido vermelho, a minha pele.
A palidez do vermelho acentua-se e já há quem lhe chame cor-de-rosa. Corrijo, dizendo que é vermelho. Não sei bem quem tento enganar, se os outros ou a mim. Fechando os olhos com força, com muita força, consigo imaginá-lo vermelho-vermelho, como era, e reviver aquele momento em que o vi e senti pela primeira vez. Mas já não me faz sorrir. As lágrimas caem, mas digo a mim própria que são fruto da força com que fechei os olhos, apesar do seu sabor salgado ser bem real, e trazerem consigo reflexos vermelhos que se dissolvem. 
Cada dia o vermelho abandona mais o vestido. Tem já uma cor indefinida. Insisto em continuar a usá-lo, mas já não o sinto como uma segunda pele. Os meus passos já não são alegres e saltitantes, mas arrastados e pesados. Já não é o meu vestido vermelho. Esse, desapareceu. Fui eu que o gastei ou foi o tempo? Não sei. 
Agora, tenho de decidir o que fazer com ele. Continuo a usá-lo, mesmo não o sentindo como meu, arrumo-o numa caixa envolto em delicado papel de seda e guardo-o no armário das recordações, ou simplesmente me desfaço dele? Aquele vestido alegrou tantos dos meus dias, enchendo-os de cor! Vou guardá-lo, e por fora, na caixa, vou escrever o seu nome, com a letra mais bonita que sei fazer.

Por vezes, é isto que acontece com o que sentimos por outra pessoa. Transforma-se, gasta-se, acaba, seja o que for. O vermelho desbota e desaparece. Podemos tentar ser daltónicos. Podemos enganar-nos. Podemos querer que caia chuva daquela cor para o pintar de novo. Talvez tudo isso seja possível. Talvez não. Muitas vezes as pessoas insistem em querer acreditar que  é possível, quando nem elas acreditam. Fecham os olhos e vivem a ilusão da não-cor. Batem a várias portas, na esperança de encontrar uns olhos que vejam a cor que não está lá. Vermelho, ou assim-assim...

terça-feira, 4 de maio de 2010

Desafio 20 Dias 20 Músicas

Dia 02 - Your least favorite song (A tua canção menos favorita)

Também não é fácil!! Mas, atendendo à parte didática do título da canção, opto por Não faças como eu do Toy.

Desafio 20 Dias 20 Músicas - Dia 1

Dia 1 - Your favorite song (A tua canção favorita)

Não é fácil, só uma. Gosto de tantas! Mas optando por uma, uma mais antiguinha, November Rain dos Guns N' RosesRise de Samantha James.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Que fazer? Há dias assim


Sim, sim...claro...sim...sim...sim...hãhã...claro...sim... Só espero não ter dito sim a algo que não devia. Piloto automático e pensar que o dia tem uma duração limitada e acaba, mesmo que se junte a outro dia igual. Mas este também acaba e de dia em dia está à porta o fim de semana! 

Não dizem que trabalhar dá saúde? Não tarda muito abro uma lojita para vender saúde!

Nada como recuperar forças num excelente fim de semana,  em que o descanso foi pouco ou quase nenhum, mas que me encheu de energia, com boas notícias, com o meu Prozac a fazer uma figuraça num torneio em Espanha :)),  com a minha Mãe a aproveitar o passeio, com um jantar com uma Amiga. Que fim de tarde excelente passamos ontem, Invisível Maria! E desta vez não fiquei doente, apesar do frio que passamos (pelo menos para já). Conversa e mais conversa e mais uma vez o tempo voou. Cada vez mais acredito que realmente as pessoas não se encontram por acaso.

Mais uma semana dura pela frente. Who cares?  Eu não!

Desafio 20 dias 20 músicas



Girl in The Clouds passou  o desafio. Já o tinha visto e inclusivamente estava a pensar pedi-lo emprestado à  E, Menina do Norte. Desafio com música, ainda por cima escolher só uma, é um desafio a sério! Claro que eu acho que o dia tem várias partes: manhã, almoço, tarde, lanche, resto da tarde, jantar, início da noite, noite, madrugada, o que me deixa nove músicas por dia :).

Desafio 20 dias 20 músicas

1 - Day 01 - Your favorite song (A tua canção favorita)
2 - Day 02 - Your least favorite song (A tua canção menos favorita)
3 - Day 03 - A song that makes you happy (Uma canção que te põe feliz)
4 - Day 04 - A song that makes you sad (Uma canção que te põe triste)
5 - Day 05 - A song that reminds you of someone (Uma canção que te lembra de alguém)
6 - Day 06 - A song that reminds of you of somewhere (Uma canção que te lembra de um lugar)
7 - Day 07 - A song that reminds you of a certain event (Uma canção que te lembra de um determinado acontecimento)
8 - Day 08 - A song that you can dance to (Uma canção que te faz dançar)
9 - Day 09 - A song that makes you fall asleep (Uma canção que te faz adormecer)
10 - Day 10 - A song from your favorite band (Uma canção da tua banda favorita)
11 - Day 11 - A song that no one would expect you to love (Uma canção que ninguém esperaria que gostasses)
12 - Day 12 - A song that describes you (Uma canção que te descreve)
13 - Day 13 - A song from your favorite album (Uma canção do teu album favorito)
14 - Day 14 - A song that you listen to when you’re angry (Uma canção que ouves quando estás zangada)
15 - Day 15 - A song that you listen to when you’re happy (Uma canção que ouves quando estás feliz)
16 - Day 16 - A song that you listen to when you’re sad (Uma canção que ouves quando estás triste)
17 - Day 17 - A song that you want to play at your wedding (Uma canção que queres que toque no teu casamento)
18 - Day 18 - A song that you want to play at your funeral (Uma canção que queres que toque no teu funeral)
19 - Day 19 - A song that makes you laugh (Uma canção que te faz rir)
20 - Day 20 - Your favorite song at this time last year (A tua canção favorita deste último ano)

domingo, 2 de maio de 2010

By The Way LXXX - Green Light


Hoje anda meio Portugal a pensar em cores. Vermelho. Azul. Azul. Vermelho. Um pouco de branco pelo meio também.

Um pouco de VERDE para alegrar o dia! :)

Dias de todos os dias


Acabei de falar contigo ao telefone. Não vou estar contigo hoje, mas fico feliz por estares tão feliz com a prenda que te dei. Passeia muito! Disseste que calhou mal por estares fora hoje, dia da Mãe, mas lembraste de algum dia, desde que os teus filhos nasceram, que não fossem dia da Mãe para ti? 

Não vais ler isto, nem sabes que este blogue existe. Provavelmente perguntarias se não tenho mais que fazer. És assim, Mãe. Prática, directa, e cada segundo do nosso tempo deve ser aproveitado em coisas úteis. Somos diferentes, é verdade. Saí ao Pai, disseste-me tantas vezes! Mas, se tu amavas tanto o meu Pai, isso não deve ser uma coisa má. Não eras muito de dar colo, de limpar as feridas. Davas-me a água, o sabão e ensinavas-me a fazer isso eu. Empurravas-me para a frente sempre que queria dar um passo atrás. Ensinaste-me a lutar pelo que queria, por mim, sem esperar ajuda e sem cobrar as falhas a ninguém a não ser a mim. Ensinaste-me o sentido de família. Ensinaste-me o valor de respeitar e ser respeitada. Tornaste possível a realização de muitos dos meus sonhos. Se hoje estou aqui, é graças a ti. Não o esqueço um minuto que seja. Se um dia o meu filho sentir, por mim, metade do amor e do orgulho que sinto por ti, sentirei que não falhei como Mãe. 

Com o tempo, e, penso eu, depois de veres parte da tua missão cumprida, ou seja, os teus filhos encaminhados na vida, respiraste um pouco e vieram os abraços que não tivemos antes. Estás a ficar uma mimalha! E eu fico feliz por te poder mimar todos os dias. Viveste a tua vida em função dos teus filhos, esqueceste-te de ti. Hoje, que sou Mãe, entendo isso tudo, e entendo muitas coisas que não entendia antes. Que só o amor de uma Mãe entende. 

Não gosto muito dos dias disto e daquilo, já sabes. Acho muitos deles uma hipocrisia, em que se tenta, ou se quer, reunir  num dia todos os dias do ano. Em que se esquece durante todos os outros dias a pessoa que se enche de prendas e palavras bonitas num único dia. Se há uma coisa que nunca mais se deixa de ser depois de termos um filho, é Mãe. Mesmo estando longe.