quinta-feira, 30 de setembro de 2010

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Queria...

Queria ser um poema
para dizer o teu nome com a beleza da poesia
Queria ser o mar
Para escrever o teu nome com o fascínio das ondas
Queria ser a lua
para cantar o teu nome com a magia da noite
Queria ser a noite
para desenhar o teu nome com o brilho das estrelas
Mas não sou um poema
nem o mar
nem a lua
nem a noite
Sou apenas um coração
que diz o teu nome
num sussuro, num instante, num momento,
Um coração que se enche
com a beleza de um poema
com o fascínio do mar,
com a magia do luar,
quando encontra o teu
e diz o teu nome assim
baixinho...

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

By The Way LXXXIX - My Secret

Todos os dias são dias, mas uns são mais dias do que outros. Há dias que duram muito mais do que um dia, que alimentam outros dias. Por vezes por más razões. Por vezes por boas razões. Por vezes por muito boas razões. Habitualmente deixamos as más razões ocuparem mais espaço. Demoram mais a digerir, a passar, ocupam-nos mais. Mas as boas razões merecem também todo o espaço. Passamos a vida a querer, a desejar, a pedir, e quantas vezes tudo isso que quisemos, que pedimos, que desejamos nos passa ao lado porque estamos distraídos. Por vezes penso que andamos tão ocupados em querer que nos esquecemos de ver. As melhores coisas aparecem assim, sem aviso, sem grande alvoroço, sem serem planeadas.


The best days are not planned by common sense
By lack of time
You just happen to be where everything feels fine
It’s a new secret i have found
Today* must have been one of the strangest days
I found a place where i could stay
And people say that it will kill me,
But they don’t understand
People never do, but it makes sense to me
To be senseless to change my plans for you
...............
* That day...
Esta música é linda! :)

sábado, 25 de setembro de 2010

Puzzles

Quando o meu filho começou a fazer puzzles e aquilo não corria bem, as suas reacções variavam:  baralhava as peças todas com um "não gosto"; zangava-se e atirava com as peças para o chão com um "não presta"; tentava a toda a força encaixar uma peça que não se ajustava àquele sítio, carregando e carregando; fazia batota e colocava a peça por cima, muito direitinha mas sem a encaixar. Pacientemente, tentava ajudá-lo, recomeçando o puzzle, explicando-lhe que aquela peça não era ali, que cada peça tinha o seu lugar e tinha de encaixar sem esforço. Colocando a peça noutro lugar, o desenho não ficava bem e essa peça iria fazer falta noutro sítio, esse sim o lugar dela.

A nossa vida não é muito diferente de um puzzle, com dezenas, centenas, milhares de peças, as que quisermos, as que tivermos. E muitas vezes, as nossas reacções, quando uma dessas peças não encaixa onde queríamos, não são muito diferentes das reacções das crianças. Por vezes basta essa única peça para baralhar todas as outras, para nos deitar ao chão, para nos dar vontade de destruir muito do que já tinhamos construído. Outras vezes, teimamos e teimamos em colocar essa peça onde sabemos que não cabe. Arranjamos mil e uma desculpas para ela ficar ali. Usamos toda a força para conseguir encaixá-la. Por vezes, com muito esforço até conseguimos, mas ficou tão apertada que logo salta, qual boneco de molas. Viramo-la de todos os lados, se for preciso cortamos um ou outro bocado para que caiba ali, ou deixamo-la pousada, sem qualquer suporte, pronta para voar com a primeira brisa, uma peça de faz-de-conta. Tal como nos puzzles, a tentativa e o erro fazem parte da construção. Tal como nos puzzles, se uma peça não encaixa, não adianta forçá-la, porque o seu lugar não é ali. Tal como nos puzzles, por vezes aparecem peças que, naquele momento, ainda não têm o seu lugar, ainda não sabemos onde são. É preciso colocar mais peças até chegar a essa. É preciso saber esperar. Tal como nos puzzles, não vale a pena querer fazer batota, fechar os olhos e fazer de conta que está bem. Tal como nos puzzles, essa peça que não está no seu lugar tem, algures, o seu lugar à espera, vazio.

Por vezes sinto-me como uma criança, com um puzzle enorme à minha frente, com parte já construído, partes destruídas e reconstruídas, partes ainda vazias e ainda tantas peças à espera de encontrar o seu lugar. 

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Conversas Prozac



O sr. Prozac já conheceu mais namoradas do meu amigo J. do que os dedos que tem nas mãos. Já não sei a que propósito, num jantar com amigos, falou-se de romantismo e o J. diz ao Prozac "a tua mãe é que gosta dessas coisas de romantismo". O P., baixinho pergunta-me:
- Ó mamã, deste-lhe umas dicas?
- Umas dicas a quem, P?
- Ao J. Já namora a L. há três vezes seguidas, deve estar romântico.


terça-feira, 21 de setembro de 2010

Gente simpática!

Gosto de gente simpática. Principalmente no atendimento ao público. Irra, Irra, Irra! 
Entro numa pastelaria para almoçar, bem-disposta, sossegada. Vejo um pão com bom aspecto e penso hoje vai ser pãozinho com fiambre. Do outro lado do balcão uma cara simpática, muito simpática, digna de fazer inveja a qualquer gárgula que se preze. Pergunto que pão é aquele. Ignorante, eu sei, mas há pães de mil e um tipos. Ele é pão integral, pão de mistura, pão de soja, pão tigre, pão disto, pão daquilo e mais pão. 
- Qual pão? - perguntam-me com uns modos muito simpáticos.
- Aquele ali.
- É pão de água, qual havia de ser?
- ???? Fiquei a olhar para a senhora, com cara de parva, e só me saiu "a senhora não está bem, pois não?", dei meia volta e fui embora.

Será que isto é uma nova forma de controlo da obesidade? Ser desagradável, antipática, mal-educada, para assim não comermos? Ou será uma forma de controlo de trabalho? Para mim, pelo menos, foi a primeira e última vez que entrei ali.

Não é só a mim que acontecem estas coisas, pois não? Pelo sim, pelo não, vou fazer uma pesquisa na net sobre os vários tipos de pão, farinhas, o seu aspecto, etc, etc, etc, não vá isto virar moda!

domingo, 19 de setembro de 2010

Boa sorte, Paulo Bento!


Em tempo de guerra não se limpam armas. Em tempo de desespero dispara-se para todos os lados. Haja braços suficientes! Desconfio que Gilberto Madaíl deve ser descendente de alguma espécie de polvo e ter uns oito braços, tamanha é a quantidade de asneiras que faz.

Uma selecção nacional tem quantos jogos por ano? Os campeonatos europeu e mundial realizam-se de quatro em quatro anos. Excepto as fases finais desses campeonatos, passam-se meses em que não há um único jogo. O que faz um seleccionador nacional nesses intervalos? Pensando bem, um part-time seria suficiente. Se calhar, valia mais o Mourinho em part-time do que muitos em full-time, mas isso é outra história. Não deixo de achar uma ideia peregrina. Reconheço a originalidade da ideia. Julgo que não deve haver muitas selecções com treinadores em part-time. Apenas acho que estas soluções de tapa-buracos não resultam muito.

Parece que o próximo seleccionador será o Paulo Bento. Desejo-lhe boa sorte. Acho que vai precisar de muita. Vai pegar numa selecção que está na lama, com resultados nesta fase de apuramento que não a deixam numa situação muito confortável, com tanta porcaria em volta da selecção e da SPF, que apenas com muita tranquilidade poderá levar o barco a bom-porto.  

E, enquanto espero por melhores jogos da selecção, vou pegar no meu lindo cachecol verde e treinar o hino do Sporting para cantar mais logo, quando ganharmos ao Benfica!!


sábado, 18 de setembro de 2010

Erros errados e erros certos...


Tenho lido muito sobre erros, sobre errar, aprender com os erros. Decisões erradas, palavras erradas, atitudes erradas, pensamentos errados, escolhas erradas, fazem parte da vida. Todos os cometemos. Não gostamos de o fazer, muitas vezes demoramos a reconhecê-los, mas muitas vezes é errando que descobrimos as palavras certas, as atitudes certas, as decisões certas. Estes erros, que são erros, não me assustam. Quando alguém erra, quantas vezes não dizemos "ninguém é perfeito"? Inúmeras vezes. Ninguém também nos inclui a nós, por isso, de certo modo, errar não é assim tão mau. 

Mas também há os erros que não são erros, chamemos-lhe erros certos ou não-erros-chamados-erros. Estes são um pouco mais complicados. Nem sempre o que fazemos é um erro, mesmo que não obtenhamos o resultado pretendido. Podemos ter feito o que era certo, correu mal, acabou pior e lá vai direitinho para o ficheiro dos erros, com o carimbo especial do nunca mais. Fazemos isto muitas vezes inconscientemente, outras, com total consciência do que fazemos. Naquele momento parece-nos um grande erro. Sofremos por causa dele, do que fizemos, do que dissemos, do que não fizemos e do que não dissemos.  Então, e porque a auto-protecção é uma característica intrínseca  do ser humano, procuramos não o fazer novamente. É assim que, por vezes, características nossas que não eram assim tão más se esfumam. Quanto maior for a mágoa resultante desse erro, maior a protecção que colocamos em volta desse ficheiro. Depois, corrigimos este não-erro-chamado-erro com um erro  bem maior, esse sim um erro verdadeiro. Se reconhecer um erro é muitas vezes difícil, reconhecer este tipo de erro é maior ainda. Não porque não saibamos que é um erro. Mais do que saber, sentimo-lo.  Reconhecer um erro  verdadeiro muitas vezes dá até uma certa tranquilidade, esclarecemos dúvidas e perguntas que nos inquietam. Reconhecer um não-erro-chamado-erro dá angústia, desalento. Parece que, mesmo tentando fazer o que achamos certo, erramos sempre. Quando nos baseamos em pressupostos errados, por mais certos que nos tenham parecido, dificilmente acertaremos qualquer coisa. É preciso coragem para o fazer. Mas, como dizia alguém, "coragem não é ausência de medo, mas o julgamento que algo é mais importante do que o medo". É quando queremos que o nunca mais termine agora.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

By The Way LXXXVIII - If i could...

If I Could...


If i could i would be smoke
And i’d float myself out of here
And i’d go wherever you are
And i’d never have to be too far from here
And i’d linger in your fingers
A transparent shade of gray
And watch as you watch me
Slowly fade away
Into the night
.....................................

Shouldn’t it be that easy
To just be happy for awhile
Get lost in a moment
Wasting time, trading smiles

..................................
I’m just trying to find my way
Between the glitter and the gray
Baby i just want some time with you
And ohh i swear this time i’ll make it through 

.......................................
Shouldn’t it be that easy
To just be happy for awhile
Get lost in a moment
Wasting time, trading smiles

Shouldn’t it be that easy
To just be happy for awhile

......................................................................................


terça-feira, 14 de setembro de 2010

Resistência...


Por vezes perguntava-se o que procurava, afinal. Chegara à conclusão que procurava o que não existia. O que não existia nela, nem em ninguém, nem  em lado nenhum. Procurava a vida, como  a  desenhara um dia, com as suas próprias mãos e os seus sonhos, num papel branco, liso e brilhante. Um a um, muitos desses sonhos ruiram, como um castelo de cartas. Não fosse tão triste, seria um espectáculo bonito de se ver. Cada carta com uma cor, caindo, arrastando consigo outra, e outra e outra, como uma chuva de mil cores que se misturavam no chão, qual puzzle abandonado. Muitas vezes pensou quando cairia a última carta, a única que teimosamente se mantinha em pé. Sabia bem que carta era aquela. Tinha sido das primeiras que tinha colocado ali, bem na base. Era a capacidade de sonhar. Durante muito tempo, essa carta ficou ali, sozinha, resistindo, sem qualquer amparo, acreditando que os sonhos irreais são tão reais como quem os sonha, como o ar que respiramos, como o sol que nos aquece a alma. 
Há muito tempo que não olhava para o papel onde fizera, um dia, aquele desenho. Tirou aquele pedaço de papel, agora amarelecido, amarrotado, com alguns pedaços em falta, do bolso. Será que a capacidade de sonhar continuava lá? Sorriu ao ver que sim. Apesar de o papel já não ser brilhante, apesar de estar amarrotado, aquela última carta continuava lá. Afinal, sem ela, nenhum sonho pode ser sonhado, nenhum sonho pode ser inventado.  Nenhum sonho pode ser vivido. Não por ela, não por ninguém, nem em lado nenhum.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

By The Way LXXXVII - MUSE, always :)

Nunca, mas nunca, me canso de os ouvir. As músicas são lindas, as letras fantásticas. Não se limitam a fazer letras sem sentido, muitas delas têm mensagens que vale a pena prestar atenção. Matt Belamy faz o que quer com a voz. São simplesmente fantásticos. Esta é uma das (muitas) preferidas. I love MUSE :).


terça-feira, 7 de setembro de 2010

Pessoas que me fazem confusão...


Por vezes é muito difícil explicar por que as pessoas fazem o que fazem ou são como são. Muitas vezes chego à conclusão que não há explicações, muito menos explicações simples. Talvez a vida  seja mesmo demasiado  complicada. Com tantas, tantas pessoas no mundo, cada uma com a sua maneira de pensar e de agir, pretender saber como funciona a sua mente seria impossível. O nosso mundo é consideravelmente mais pequeno. O meu, pelo menos, é, e há alturas em que  gostava que fosse ainda mais pequeno. Não me importava nada de não ter de lidar com certas pessoas. Não me compete a mim julgar. Cada um é como é. Mas tenho o direito de gostar ou não. Assim como os outros têm o mesmo direito em relação a mim. 

Há pessoas que me fazem muita, muita confusão. Mesmo os meus sentimentos em relação a elas são contraditórios, balançando entre a pena, a incredulidade, e a repugnância. São pessoas más. Pessoas que destilam ódio por cada poro do seu corpo. São incapazes, completamente incapazes, de ver alguém bem, feliz, bonito, bem-disposto. Passeiam o seu ódio por cada corredor, cada sala, cada pequeno espaço que ocupem. Lê-se esse ódio nos olhos, ouve-se nas palavras, sente-se nas suas acções. São pessoas amargas, muito amargas. Pergunto-me se em algum momento se sentirão felizes, e chego à conclusão que não. É impossível sê-lo quando só se pensa em como prejudicar os outros, em como lhes roubar a felicidade, a alegria. Como se se pudessem alimentar com a alegria dos outros. Mas nem é isso que acontece. Não se alimentam com a alegria dos outros, alimentam-se com a sua tristeza, com a sua infelicidade. Parecem abutres, esperando o momento certo para desferir o golpe, para aparar o sorriso, para afogar a auto-estima alheia. 

Pergunto-me se isto será determinado genéticamente, se já nascerão assim, não tendo hipótese de lutar contra os genes. Pergunto-me se a vida as fez assim. A vida nem sempre é fácil, ou melhor, raramente é fácil, mas não é fácil para ninguém. É algo tão intrínseco nelas que se calhar é mesmo genético, como a cor dos olhos e do cabelo. "Sou morena,  tenho olhos castanhos, e só estou bem a pôr os outros em baixo". Isto seria muito injusto. É só pintar o cabelo e fica-se ruiva, umas lentes transformam os olhos na cor que se quiser. E o resto, não se pode mudar?  

Acho que é impossível ser feliz assim. Daí o sentimento de pena. Acho que estas pessoas vivem uma vida de constante frustração. São invejosas, têm inveja da felicidade alheia porque não conseguem ser felizes. As únicas culpadas são elas próprias, mas não conseguem ver isso. O seu único objectivo é fazer mal, ofender, criticar, magoar. Pergunto-me se, quando viram costas, já exibem um sorriso de satisfação ou se esperam até estarem sozinhas, longe de outros olhares, para brindarem. Sim, porque brindam sozinhas. São tão amargas que apenas devem beber limonada, não vão correr o risco de adoçar um bocadinho. Tenho cá para mim que podiam pegar nos limões e, em vez de fazerem limonada, podiam fazer um belo gin tónico. O resultado seria, seguramente, melhor.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Pessoas especiais...


Por vezes, na vida, encontramos pessoas especiais. Especiais porque não têm nada de especial, excepto serem elas próprias, e isso faz toda a diferença. São pessoas que nos tocam, que se tornam parte da nossa vida, sem as quais as coisas não são iguais. Pessoas que transformam a nossa vida. Pessoas que nos fazem rir. Pessoas que nos fazem acreditar em nós próprios, que as portas existem para serem abertas. Pessoas que conhecem os nossos defeitos mas nos aceitam assim. Pessoas que nos ajudam a melhorar. Pessoas que, quando o nosso mundo está escuro e vazio, nos trazem um pouco de luz. Pessoas a quem queremos abraçar. Pessoas bonitas. Pessoas assim, especiais. Quando encontramos pessoas assim, e essas pessoas são nossas Amigas, o lugar delas é no nosso coração. É onde tu estás. Sempre. Porque a Amizade não se explica, simplesmente acontece, porque a Amizade tem nome, o nome  dos nossos Amigos.