75 # Momento Karaoke
Há 28 minutos
Just a cup... Faz aquilo em que acreditas e acredita naquilo que fazes. Tudo o resto é perda de energia e de tempo. Somos o que somos por aquilo em que acreditamos.
Alguém se lembra de quantas voltas a super-mulher dava para se transformar? Eu pensava que eram três ou quatro, mas devem ser mais de cinquenta, pelo menos. Experimentei, mas desisti na volta nº 48 porque já estava um bocadito zonza e a roupa continuava a mesma. Está certo que o frio é muito e aquilo não é roupinha para esta época, mas também é certo que me dava jeito ter super-poderes às vezes.
Dou por mim a pensar que, ou as pessoas não sabem o que querem, ou isto anda mesmo tudo ao contrário. Fico triste quando vejo pessoas que vêem anos da sua vida transformados numa mentira. Talvez não tenha sido sempre assim, parte desses anos tenham sido verdadeiros, mas ficam sem saber onde acaba uma e começa a outra.
Decidi fazer um bolo de chocolate que uma amiga minha adora, daqueles que ficam fofinhos, com uma cobertura de chocolate por cima. Já fiz este bolo dezenas de vezes. Não é difícil de fazer e, como as medidas são chávenas, não corro o risco de errar nas quantidades dos ingredientes. Na maior parte das vezes não tenho paciência para andar a pesar 100 gr disto, 125 daquilo, e vai a olho... o que nem sempre resulta.
As nossas vidas parecem estar sempre recheadas de problemas e de medos, como as tartes. Para qualquer lado que me vire, é raro não ouvir estas palavras. Problemas, medos, receios; receios, medos, problemas.
Ultimamente, tenho ouvido falar de bruxos, adivinhos, e tal, alguns com clientes dispostos a pagar um bom dinheiro para saber o que o futuro lhes reserva ou para fazer um servicinho. Ser assim "adivinha" até me parece uma boa profissão. Estar sentadinha todo o dia, a dizer umas quantas coisas, tantas, que pelo meio pelo menos acertarei algumas, com uma musiquinha boa de fundo... Até posso usar um daqueles lenços com medalhinhas para dar um ar mais sério. Dinheirinho sem imposto... Bem, um caso a pensar! Mas, para isso, preciso de saber pelo menos o mínimo sobre estas coisas dos signos. Acredito tanto nisto que, se fosse a acreditar no que diz o meu, atirava-me ao mar e ficava por lá. Pelo menos não me afogava!
Tudo na vida é uma aprendizagem, que nunca está completa. Mesmo quando achamos que já aprendemos uma coisa e a temos como certa, como uma verdade, num instante ela fica incerta e a nossa verdade passa a teoria, na melhor das hipóteses, ou, na pior, a uma grande idiotice. Mas, se tudo na vida tem (ou devia ter) um sentido, que seja o de retiramos algum ensinamento da teoria falhada e construir a teoria da não-teoria.
Eu sei que sou um bocadinho teimosa, às vezes. Sou mesmo. Mas quando chego à conclusão que estou errada não tenho problema nenhum em assumi-lo. Às vezes, com algumas pessoas, até custa um bocadinho, confesso :), posso dizer "pronto, está bem, tens razão, mas..."... mas não teimo na minha ideia se achar que estou errada.
Se algum dia um deles se lembrar que é melhor andar de cabeça para baixo, aí vão eles todos irrigar o cérebro, virados ao contrário para o outro lado. Temos de saber porque fazemos as coisas de um modo e não do outro. E se se fazia assim porque era mais fácil. e às vezes até resultava, talvez se devesse pensar nas vezes que não resultou. É que errar qualquer um pode errar, seja no que for. Mas errar a saber que se está a fazer mal é bem pior, digo eu.