quarta-feira, 27 de maio de 2009

Mesmo pequenina



Em cada virar de esquina existem lições de vida. Daquelas que nos fazem pensar a sério. Que nos fazem sentir que os nossos problemas afinal não são assim tão grandes. Sentimo-nos egoístas. Sentimo-nos pequeninos. Sentimo-nos fracos. Sentimos que os nossos problemas até têm solução. Podem não ter um fim, para já, mas têm solução, e esse fim vai chegar um dia. Porque, afinal, não era um problema assim tão grande. Porque, como dizia alguém, "a vida nunca nos dá um fardo maior do que aquele que podemos carregar". Às vezes tenho dúvidas sobre isto, quando ouço ou vejo algumas histórias de vida, dessas que me fazem sentir pequenina.

3 comentários:

pepita chocolate disse...

Às vezes, vitimizamo-nos, achamos que somos as pessoas mais infelizes ao cimo da Terra.E um dia, por qualquer razão, deparamos-nos com o exemplo de nos mostra que estamos a ser uns exagerados. Que afinal, até não somos assim tão infelizes, que afinal tudo se resolverá, tudo terá remédio! Mas é preciso olharmos para a desgraça dos outros para percebermos que afinal até temos uma boa estrela, que nem tudo é mau! Mas a desgraça vai batendo noutra porta, e isso traz-nos um alívio, o que é mau...

Quanto ao ser-nos dado um "fardo que podemos carregar", tenho momentos na vida que chego a duvidar disso. O pior é quando se carrega o fardo muito tempo, na mesma posição; as costas começam a ceder, os braços a ficar dormentes e quando a meta ainda está longe, ou não há luz ao fundo do túnel, apetece desistir, porque achamos que já não conseguimos mais, que não somos capazes de aguentar, que o nosso fim é ali...

Beijoca e bom dia!

mimanora disse...

É verdade, muitas vezes me queixo e fico triste, mas, sem querer ficar bem com o mal dos outros, penso sempre que infelizmente há pessoas em piores situações do que a minha, cujo fardo é muito maior que o meu!
E tenho a mesma dúvida da Pepita quanto ao "fardo que podemos carregar"...

Bjks

CybeRider disse...

Há muito que estou convencido que somos uns príncipes. Dei-me conta disso quando percebi que tinha nascido num certo lado do Mundo.

Já tive ocasiões que recordo com angústia. E momentos em que o desespero foi tão grande que nenhuma lição de vida me daria aconchego.

Se por um lado entendo o que dizes, por outro sei (verdadeiramente!) que tudo, o que penso ter, desaparece num ápice. As lições que levo da vida já não me tranquilizam quanto à minha situação. Por vezes dão-me no entanto que pensar que neste tempo curto fiz uma única coisa importante pelo mundo. Podia (posso/poderei) fazer mais. Se ganhar coragem, engenho e, sobretudo, entusiasmo.

Até que chegue esse dia não deixo de pensar que sou um egoísta sem remédio. Nunca merecerei decerto que alguém faça alguma coisa por mim. Mas se merecesse? Alguém faria? Assim pelo menos não serei vítima de injustiças, só poderei ser bafejado por privilégios que não mereço.

Bjk