sábado, 27 de junho de 2009

Da vulnerabilidade...






Uma flor artificial, de plástico, é bonita ao longe...
Algumas são autênticas obras de arte. Parecem mesmo verdadeiras.
Estão sempre bonitas, não precisam de cuidados, nunca nos deixam ficar mal, nunca nos falham, nunca perdem as pétalas ou murcham, são imutáveis.
Não são vulneráveis.

Mas...

por mais bonitas que sejam nunca se aproximam da beleza das verdadeiras.

Estas, têm no toque a grande diferença, a suavidade de uma pétala de rosa ou o toque frio de um pedaço de plástico,
têm personalidade própria, fazem birras, murcham,
re-vivem com os cuidados certos,
têm o perfume característico de cada uma, que partilham connosco,
fazem-nos esboçar um sorriso ao vê-las,
São vulneráveis.

Uma flor de plástico é invulnerável, mas não é nada.

11 comentários:

pepita chocolate disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
pepita chocolate disse...

Tudo o que é artificial não vale nada. Podem parecer que têm beleza, mas quando nos aproximamos, verificamos que é tudo uma ilusão. E não se aplica só às flores!

(o meu post não tem caixa de comentários propositadamente. Foi um desabafo de mim para mim, para lavar um pouco a alma...que me dói! Demais!)

Beijinho!Bom fim-de-semana!

pepita chocolate disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
pepita chocolate disse...

(Desculpa! Eu hoje só meto os pés pelas mãos!Tant comentário eliminado!)

Nirvana disse...

Pepita
O que escrevi hoje não faz muito nexo, mas, como bem dizes, não estava a referir-me às flores.

Tudo passa, Pepita. às vezes parece que é impossível, que não vai passar nunca, mas passa. Acredita que falo por experiência própria. Só há uma coisa que nunca podemos fazer. Deixarmos os nossos sonhos. Pôr-nos a nós em causa. Vá, força e aproveita as coisas boas.
Beijinhos

Nirvana disse...

Não te preocupes, Pepita.
Já agora, gosto da nova imagem!
:)

CybeRider disse...

Poesia... Triste, cheia do poder de observação a que nos habituas.

Posso ainda assim falar das flores? É que chega-me de taciturnice (do meu lado, entenda-se).

Se tivesse que oferecer flores ofereceria de plástico. A sua invulnerabilidade permitiria-me levar com elas sem estragar a prenda que escolhera com cuidado, além disso sempre duram mais, são mais difíceis de enfiar no lixo, sempre sobra uma réstia de esperança...

As verdadeiras, para mim, só com vaso, mas depois conquistam-nos o espaço, tentam recobrir o nosso meio ambiente de natureza e invocam o poder da selva, às tantas temos que andar a rastejar no mato para encontrar alguém no meio da vegetação.

Na florista, vejo apenas coisas mortas, sem interesse nenhum. E surpreendo-me deste pensamento, porque lá no fundo (...tipo: Ooooiii... Está aí alguéééémmmm?...) sou um romântico.

Houve só um dia em que fui à florista e comprei de uma assentada TODAS as rosas vermelhas, e como aquilo faria um bouquet mal engendrado, levei-as atadas num molho enorme e ofereci-as, a quem de direito, cheio de emoção.

(Não se fazem magias todos os dias...)

Bjk! Bom fim de semana!

CybeRider disse...

Errata: "Permitiria-me": permitir-me-ia

(As facilidades que me permito, a certas horas, deixam-me siderado...)

Gemini disse...

Oferecer uma flor de plástico, tem o seu 'quê'...

Estaremos a oferecer algo de nós. Algo que, essa flor de plástico, (na sua imutabilidade) representará ser também imutável em nós, o que pretendemos oferecer para além da 'matéria' oferecida.

Beijinho.

Nirvana disse...

CybeRider

Esse gesto derrete qualquer um, todas as rosas vermelhas... e com certeza fizeram alguém muito feliz!

Tens razão. Chega de taciturnice :).

Bjks

Nirvana disse...

Gemini

Falando de flores, flores, confesso que sempre preferi as verdadeiras, mas não tinha visto as flores de plástico sob essa tua perspectiva - representará ser também imutável em nós...
Obrigada.
Bjks