quinta-feira, 9 de julho de 2009

Politiquices...

Decidi. Vou-me reformar. Ainda falta tanto tempo para as férias! Acho que com este ritmo de trabalho vou acabar por adoecer, por isso vou-me reformar e ficar em casa.

Estou um pouco atrasada e esta notícia já foi notícia há algum tempo, mas.... achei uma tremenda hipocrisia a demissão do ministro da economia, Manuel Pinho. A atitude dele não foi bonita, mas, por favor, mais de metade do tempo que os nossos deputados passam na AR´, passam-no a insultarem-se e a dizer, por vezes, autênticas barbaridades. Insultos verbais ou corninhos, há assim tanta diferença???

Acho muito mais grave o ministro da economia de um país, neste caso Manuel Pinho, afirmar que desconhece o que se faz em Portugal, neste caso, desconhece que em Portugal se faz calçado de qualidade.




Eu sei que o senhor não é sapateiro, mas, mesmo correndo o risco de estar a dizer uma grande asneira, porque pouco entendo de economia, penso que o calçado faz parte dos nossos produtos exportáveis. Fica mal, fica muito mal a um ministro da economia dizer, para todos nós ouvirmos, que desconhece.
Na minha humilde opinião, muito pior que fazer uns corninhos, em vez de chamar um nome qualquer (como já aconteceu na AR e ninguém se demitiu ou foi demitido).

Além de ir à feira em Milão, em visita oficial, portanto, paga por todos nós, comprar sapatos italianos!!!

5 comentários:

CybeRider disse...

Só posso fazer minhas, as minhas palavras:

" (...) preferia tê-lo visto sair por incompetência que por má educação, esta que nos choca fica-lhe mal só a ele, já aquela afecta-nos a todos e parece nunca estar sujeita a avaliação.

O que aconteceu, não me parece tanto a causa, parece-me antes o efeito, de um governo que vive de fachada. Podem ser incompetentes à vontade desde que andem atinaditos de mãozinhas nas algibeiras e de nó de gravata bem feito.

Assim, fico a pensar que qualquer dia teremos como justa causa de despedimento alguns gestos ou palavras impensados de algum funcionário competente (que até nem é o caso) num momento menos feliz (e às vezes quem me dera, facilitava-me a vida...), mas esta via abre caminho a muitas possibilidades que me atemorizam(...)

Já vi na AR deputados a dormir, a limpar a dedo as fossas nasais, a enfiar a unhaca na orelha, e pergunto-me onde fica o limite.

Mas não tenho pena nenhuma do caso concreto. Aliás tenho pena que não tivessem todos seguido o exemplo daquele. Para quê?... O mal é esse...

Tive uma vez uma discussão com um amigo em que afirmei que não preciso de um médico simpático, pode ser um brutamontes, desde que me cure (são gostos). Aqui opto por afirmar que prefiro "burro que me leve que cavalo que me derrube" será o Teixeira dos Santos corcel à altura de me derrubar?... Talvez, oxalá não tenha muito tempo para o provar, mas que tenho medo... O gajo é bem comportadinho... E contra esse facto se calhar perdemos os outros argumentos."

Bjk!

pepita chocolate disse...

Há coisas que já nem adianta comentar. Lá no Queque tentei dar uma certa ironia à coisa.
Acho que a classe política envergonha-nos a todos, e ainda assim, se parece vangloriar destes seus feitos tão medíocres

E nós só lhe damos mais ênfase, falando continuamente neles.

Beijoca!

Gemini disse...

Concordo muito com o último apontamento da pepita.

Mas vinha, precisamente, relembrar as sestas na AR... Porém o CybeRider já se encarregou, e muito bem, de frisar esse ponto.

Consta que a Democracia, é um (único) sistema político que permite a um povo, ter os governantes que merecem... Exactamente por alcançarem o poder, através de sufrágio!

Isto tem-me dado muito que pensar do nosso povo. Agora, a questão de fundo serão as alternativas, a quem lá vai estando... ou melhor, a falta delas!

Beijinho!

E... disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
E... disse...

Todos nós, enquanto cidadãos, temos uma alternativa a isto tudo. É filiarmo-nos num Partido, ou criar um e concorrer,"passar" a nossa mensagem, e consequentemente sofrer um escrutínio. Passar das palavras, aos actos é o passo mais certo... do que continuar a fazer aquilo que fazemos tão bem, ou seja, mal! Mal do que está mal e Mal do que está bem...

(retirei o cup em cima por erro de digitação)