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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Realmente!!


Gostava de não ficar preocupada, porque quando se tem dinheiro para certos luxos, é porque se tem. Quando se esbanja, é porque se tem muito. Gostava... Mas parece-me que por cá se vão entretendo a brincar aos ricos, e quem paga a factura somos todos nós. 

Este artigo na Sábado é bastante esclarecedor, em relação ao destino de algum do nosso dinheiro, daquele que descontamos para, supostamente, ajudar Portugal a avançar. Cada vez descontamos mais, e cada vez vemos menos coisas feitas, mas há luxos que se mantêm, mesmo quando a palavra crise nos acompanha todos os dias. 

Tempo de austeridade, impostos a subir, o povo cada vez mais pobre e gastam-se milhares em cafés, flores, champagne? Ah! O salário deles é tão pequenino que os contribuintes têm de pagar o cafézinho. Até está certo, dizem que a cafeína é benéfica para a actividade cerebral. Fosse esse o caso, e eu até lhes oferecia uma tonelada! 

Espremem-nos mais que laranjas num espremedor categoria industrial de alta rotação. Não tarda muito arranjam o IAR - imposto sobre o ar respirado e lá vamos nós tentar respirar menos, até ficarmos azuis e parecermos a nova  claque do FCP.  Vamos apertar o cinto! Com certeza. O Verão está aí, menos um ou dois centímetros no cinto deixa-nos contentes! Se forem menos dez então, oh felicidade!! E se for apertar o cinto para uma viagem em primeira classe paga pelos contribuintes, ou para dormir confortavelmente num carro topo de gama conduzido por um dos doze motoristas à minha disposição? Seguir o exemplo de Inglaterra, que começou por cortar precisamente nas coisas menos essenciais, como viagens em primeira classe, carros com motorista, etc? Nãã!! Ser ministro e ter de levar o meu carrito? Nem pensar! Teria de apertar mesmo o cinto, ou ainda apanhava uma multa. 

Tenho cá para mim que artigos  destes deviam começar a ser publicados na Playboy ou serem oferecidos como suplemento nessa mesma revista. Há uns dias atrás o fenómeno Bruna Real apareceu em todas as televisões, com direito a debate em directo e tudo. O Real de Bruna Real, a mim, não me incomoda nada. Mas este estado Real do nosso país? Esse sim, preocupa-me!
 

terça-feira, 11 de maio de 2010

Parabéns, Benfica!


Pela boca morre o peixe, e é bem verdade. Disse que, se o Benfica fosse campeão, fazia um post a dar os parabéns ao vencedor. Está a demorar um pouco a escrever porque os meus dedos se recusam a escrever certas palavras como o Benfica este ano ganhou, mas a realidade é a realidade. O  seu a seu dono. Apesar de me custar, tenho de admitir que foi o justo vencedor deste campeonato. Por isso, parabéns ao Benfica e aos benfiquistas. Fizeram um bom campeonato e fizeram um percurso bonito lá fora. 

Infelizmente, as pessoas confundem futebol com outras coisas, e vemos as figuras tristes que vemos por aí. Se os outros ganharam é porque tiveram mérito para isso. Tiveram o mesmo número de jogos, jogaram com as mesmas equipas e ganharam mais jogos. É matemática. Somar pontos. No fundo, esta maneira de encarar as derrotas é apenas o reflexo do que muitas cabecinhas (não) pensam neste país: não devemos ficar furiosos porque os outros ganharam, mas sim ficar tristes porque perdemos, ver o que está mal e corrigir. 
 

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Vila Lisa: último dia

A acabar as férias, nada como acabar em beleza, levando comigo a promessa de cá voltar. Este ano isto estava difícil. Ao fim de algum tempo, acabamos por nos fartar de visitar os mesmos lugares, comer nos mesmos sítios, ou se não são os mesmos sítios assim o parecem. Sempre a mesma coisa. Mas fiz as pazes com o Algarve nos últimos dias.

Ouvi falar de um restaurante, para os lados da Mexilhoeira Grande, perto de Lagos. Deve ser interessante, pensei. Confirmadíssimo. Tanto, que não posso deixar de pôr na lista de visitas obrigatórias no Algarve: Adega Vila Lisa, quase passando despercebido na rua. Não tem reclame na porta nem sequer o nome escrito, mas por aqueles lados, toda a gente sabe onde fica. Apenas uma porta entreaberta e uma janelinha amarela, essencial para identificar o local.



Ao entrar, somos invadidos por um ambiente rústico que contrasta de forma fantástica com a arte contemporânea que cobre todas as paredes, quadros lindos, pintados por José Vila, um dos donos do restaurante. Uma sala pequena, numa casa tipicamente algarvia, com o tecto em vigas de madeira, em que as mesas individuais não existem. Duas mesas corridas de madeira, bancos, também corridos, que acompanham o comprimento das mesas. Quem chega, senta-se ao lado dos que já lá estão, e de imediato começa a chegar a comida... uma verdadeira homenagem à gastronomia algarvia.

Desde os pratos, aos copos, aos talhares, tudo nos transporta no tempo. Não há ementa. Não se sabe o que se vai comer, apenas uma certeza: não há grelhados, apenas comidinha do tacho ou do forno, feita com o rigor de sempre e em que a tradição impera. Tradição que José Vila apreendeu da mãe, cozinheira de mão cheia. A comida vai chegando, os pratos vão-se sucedendo. Convém levar muita fome e uns estômagos sobresselentes. Bebidas, apenas água e vinho, servido em jarrinhas que rapidamente se esvaziam. As sobremesas geralmente são fixas, incluindo os queijinhos de figo, acompanhados por aguardente de medronho, para quem gostar. O café é de cafeteira, servido em copos, e à descrição.



José Vila, senhor de idade indeterminada, vestido de branco, de havaiana branca, a condizer com o cabelo e a barba, é uma figura carismática, a lembrar o capitão Iglo. Cozinheiro, pintor, erudito, simpático, assim como o resto do pessoal da casa, com sorrisos nos rostos, coisa rara por estes lados.


Da arte que cobre as paredes do restaurante só posso dizer que adorei. Por mim trazia os quadros todos para casa. Mas, na verdade, comi tanto que não conseguia transportar mais nada a não ser a minha pessoa.

















Gostei, gostei muito. Um restaurante diferente, uma noite diferente, a repetir, sem dúvida.




segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Vale a pena ver - Mundo de Areia

Mais dois dias e acabam as férias por terras algarvias. Todos os anos prometo a mim própria que vou descansar, e todos os anos chego à véspera de ir embora com a sensação que preciso de férias para descansar das férias. Desde há alguns anos que venho com o mesmo grupo de amigos passar estes dias no Sul. Somos 11, no total. Se por um lado é divertimento certo, às vezes é um pouco cansativo. Mas a parte da diversão compensa. Principalmente os jantares noite fora e as conversas, que rendem sempre horas e horas. Alguns temas dariam uns belos posts!
Este ano não sei como não me cresceram barbatanas e não comecei a respirar por guelras (as escamas dispenso ;)), porque o calor é tanto, tanto, que não se aguenta mais do que cinco minutos fora de água.

Mas o Algarve já é sobejamente conhecido pela praia e pelo mar, por isso, deixo aqui uma sugestão para quem passar por aqui. Eu adorei. É um trabalho fantástico, o 7º Festival de Escultura em Areia, em Pêra. Este ano o festival tem por tema As Descobertas. São quinze mil metros quadrados de área, "proporcionando ao visitante uma viagem fascinante através do tempo e da história da evolução da Humanidade. As Descobertas desde os tempos da Pré-História, passando pela Idade Média e Moderna, até às grandes conquistas da actualidade através da ciência e da tecnologia." Vale a pena ver. Desde temas alusivos à descoberta da roda e do fogo, passando pelos meios de transporte, música, cinema, fotografia, medicina, até à era espacial, com astronautas e extra-terrestres. Os pormenores das esculturas, a sua perfeição, fantástico! Um trabalho que merece ser honrado com a nossa visita.


Alguns exemplos:














segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Pequeno Intervalo

Pequeno Intervalo.... As férias não passam disso. Um pequeno intervalo no quotidiano da vida que, por mais que tentemos evitar, se torna rotineira. Trabalho, obrigações, compromissos, prazos a respeitar... enfim, o dia-a-dia inevitável.

Mas, apesar de serem apenas um pequeno intervalo, acho que quem as inventou merecia um prémio qualquer, um dos bons, tipo prémio Nobel da sensatez e preocupação com o próximo. Deixar de ter horários, por exemplo, só isso já vale muito. Tirei o relógio no início das férias e nem quero saber onde ele está.

Afinal, trabalhamos um ano inteiro, fazendo pequeninos intervalos quando podemos. O que torna estes pequenos intervalos tão desejados é precisamente o facto de serem poucos, pequenos, de habitualmente os passarmos com quem gostamos e de facto termos tempo para eles. Parece que queremos sempre que cheguem, que cheguem depressa, para depois passarem num instante. Ou então o tempo passa mais depressa nas férias. Será que se tivessemos férias o ano inteiro e uns diazitos de trabalho por ano ansiaríamos na mesma por eles? Se calhar... ou talvez não porque verdade, verdadinha, não entendo como é que tenho tanta preguiça nas férias. Preguiça e mais preguiça!

Sol, gelados, praia, gelados, calor, gelados, muito descanso, gelados.
Mais uma semana e acaba este pequeno intervalo, pequeno, mas necessário. O facto é que já tenho uma corzita mais saudável, as olheiras quase já desapareceram e os gelados têm feito o seu efeito em tornar as bochechas mais redondinhas... Só não quero ver quando chegar a casa e a minha amiga balança em vez de mostrar os números habituais, dizer "por favor, pesar um de cada vez".


Fui proibida de usar o computador durante as férias. Não vais trabalhar nas férias e ponto final. Mas não resisto a vir aqui, não dizer nada de jeito, é certo, e dar pelo menos uma espreitadela aos meus cantinhos preferidos. Os que não comentar, não é por falta de vontade, é mesmo por falta de tempo. Falta de tempo em férias? É verdade... muito para fazer. Contrariar a preguiça e sair para conhecer lugares onde nunca fui, jogar, andar de bicicleta, brincar, dançar, uma canseira (das boas!).

sábado, 1 de agosto de 2009

Dia de cão


Há dias assim, em que não se devia nem acordar! Ontem foi um desses dias.

- Adormeci. É incrível a diferença que meia-hora pode fazer! Vou chegar tarde ao trabalho.

- Não reparei que a torradeira estava mal regulada e lá se foram os dois pãezitos que tinha para o pequeno almoço. Toma o pequeno-almoço em casa da avó e eu quando calhar.

- A escola está de férias. Tenho de deixar o meu Prozac em casa da avó. Passei a saída para casa dela. Dar a volta no fim do mundo para voltar para trás. Mais atrasada fiquei.

- Deixei o telemóvel em casa. Sossego, não o ouvi tocar mas passei o dia todo preocupada.

- Como já estava com muito boa disposição, decidi não ignorar o que habitualmente ignoro e não andar a tapar os buracos dos outros. Trabalhem que vos faz muito bem! Se quisesse tapar buracos tinha ido para cantoneira. Sempre trabalhava para o bronze.

- Tinha de ir fazer umas compras. Tinha de ir hoje porque ninguém me apanha num hiper-mercado ao sábado ou ao domingo. Sempre que posso evito-os. Ando ali corredor para a frente, corredor para trás, fico mais cansada do que se corresse a maratona. Depois, fila nas caixas. Sim, porque além de perder o meu rico tempinho e paciência, no fim ainda tenho de pagar. Pagar por uma data de coisas que vão pelo cano abaixo. Literalmente. É o que acontece aos detergentes. A menina da caixa ainda estava mais mal disposta do que eu. Fantástico.

- Chegar a casa e arrumar as compras. Um autêntico brinde.

Eis um dia bem passado. Amanhã outro dia virá e este mau humor irá embora. Pelo menos assim espero.

Para já vou esquecer que dizem que vais chover. Vou-me lembrar que terça-feira vou de férias.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Volta, Ronaldo, que estás perdoado!

Primeiro era a crise.

Depois o Ronaldo.

Agora é a gripe!!!

Venha o diabo e escolha, ainda prefiro o Ronaldo. Pelo menos não é contagioso e de crise (financeira) não sofre!

As pessoas devem estar informadas. Certíssimo. Mas, em grande parte devido à comunicação social, acho que está a acontecer precisamente o contrário. Geraram-se dois extremos: os que não ligam absolutamente nada, porque é só alarmismo, exagero, tanta coisa para nada; e os que andam aterrorizados, não saem de casa, desistem das férias, andam de luvas, ouvem alguém espirrar e fogem.

Na altura do reinado da gripe das aves, os noticiários, jornais e revistas inundaram-se de notícias terríveis. Em 10 anos de existência, esta gripe causou a morte de 250 pessoas, o que dá uma média de 25 mortos por ano. A gripe comum, normal, mata por ano meio milhão de pessoas no mundo. Meio milhão contra 25.

O sarampo, pneumonia e outras doenças curáveis com vacinas baratas, provocam a morte de 10 milhões de pessoas a cada ano.

Segundo os planos da OMS, a lepra devia ter desaparecido do mundo em 2005. Ora, já passamos por ele, e ainda temos vinte milhões de leprosos e, sobretudo, 380 mil novos casos por ano. Doença facilmente curável com antibióticos baratíssimos.

Estas últimas estão longe de nós. A gripe está perto!

Então falemos da SIDA. 42 milhões de pessoas vivem com SIDA. 8000 morrem diariamente devido à doença. As medidas de prevenção da gripe estão em todo o lado (a maior parte são normas de higiene simples). Em relação à SIDA, há ainda quem advogue o não uso de preservativo, mesmo em continentes onde a doença tem uma incidência altíssima.


Penso que não se deve banalizar a situação, mas a gripe A não é propriamente a doença mais mortífera à face da Terra! Muitos serão infectados, sem dúvida. Não é à toa que o número de casos tem aumentado desde o início de Julho. São importantíssimas as medidas de precaução que estão a ser tomadas pelos países. Ma não podemos isolar-nos cada um em sua casa e o mundo parar.
Acho que deviam moderar um pouco. É só gripe por todo o lado... Nem quero imaginar quando começar a época da gripe a sério, porque aí os casos vão aumentar muito mais.

Sinceramente, até acho que a melhor época para ter gripe A seria agora - agora, agora não, porque para a semana começam as férias, mas depois das férias. Ficava imunizada e provavelmente ainda arranjaria Tamiflu nas farmácias. Porque em Outubro/Novembro/Dezembro, palpita-me que vai ser mais fácil encontrar um porco a andar de patins.

Não se falou mais na crise. O Ronaldo e quantas vezes ele penteia o cabelo também caiu no esquecimento. Mas eu digo volta, Ronaldo, antes tu que o H1N1 a infectar a televisão!

sábado, 25 de julho de 2009

Prioridades

E pronto, lá ficou a arrumação para outro dia. Que chatice!! :)

Tinha programado arrumar o escritório hoje. Não porque goste muito dessa tarefa, mas realmente, começa a parecer um cenário de guerra. Além disso a minha mãe vem-me visitar na próxima semana e se vir aquilo, por mais que eu lhe diga Mãe, não arrumes nada, POR FAVOR, sei que ela não vai resistir e um dia chego a casa e está tudo arrumadinho por cores ou qualquer coisa assim.

Arrumei metade. A culpa é do Mr. Jack Nicholson e Mrs. Diane Keaton. Peguei no DVD
Alguém tem que ceder que estava lá para arrumar e não resisti. Estive a ver o filme. Já não é novo, mas eu acho fantástico. Muito bem pensado, magnificamente interpretado, bonito. Toca alguns pontos essenciais da natureza humana. O envelhecer, o não o querer aceitar, manter um estilo de vida que, quando confrontado com algo concreto, real, que toca o coração, se revela tão pouco satisfatório. Mesmo assim, a resistência em aceitar essa nova situação. Tentar enganar o sentimento, preencher o tempo com o que é habitual, com o que não nos obriga a entregar-nos. O medo de o fazer. O arrependimento. O tentar voltar atrás. E, claro, como é um filme, tudo acaba bem. Tudo isto intercalado com momentos em que me rio como uma perdida. O filme tem diálogos fantásticos.

"E quando nos acontece algo que nunca nos tinha acontecido, não achas que devemos tentar perceber o que se passa?" Pois, se calhar.


Além de o filme ser fantástico, é sempre um consolinho para os olhos ver este senhor aqui ao lado, o sr. Matrix, com um ar tão meigo. Porque é que estes médicos só existem nos filmes? Hã????

Keanu Reeves

Amanhã acabo a arrumação!