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quarta-feira, 30 de março de 2011

E se?


 "E se as histórias para crianças passassem a ser de leitura obrigatória para os adultos?"

"Seriam eles capazes de aprender realmente o que há tanto tempo têm andado a ensinar?"

José Saramago, em "A maior flor do mundo"

terça-feira, 20 de julho de 2010

Será???


Será que tudo tem de ter um objectivo?
Será que a alegria, mesmo momentânea, não é objectivo suficiente, mesmo não havendo nada palpável?
Será que tem de haver sempre algo a ganhar ou a perder?
Será que tem de haver sempre um porquê?
Será que não é possível fazer algo só porque sim?
Será...?

Será que voltei à idade dos porquês? Ou será que nunca saí dela? Não tarda muito marcam-me uma consulta...

terça-feira, 23 de março de 2010

Gestão ou Desumanização?



Há coisas que me custam a perceber. Não percebo nada de gestão, absolutamente nada. Pergunto-me apenas se as pesssoas que são colocadas em lugares de chefia, com funções de gestão, não deveriam estar vocacionadas também para olhar para o lado humano.

A E. foi uma senhora (na verdade tem só mais cinco anos que eu) que cruzou a minha vida há cerca de dois anos. A E. trabalha no  CRPCP - Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral do Porto há muitos anos. Por ela, tive contacto com esta realidade, que não conhecia.  Celebraram o ano passado o 30º aniversário, com pessoas que trabalham lá desde o primeiro dia. E "miúdos" que estão lá há muitos, muitos anos.  Além do trabalho diário, de reabilitação, era evidente o carinho e a cumplicidade entre profissionais e doentes, desenvolvida ao longo de anos. Fiquei maravilhada com o trabalho por eles desenvolvido e comecei a ir a alguns eventos do Centro, nomeadamente exposições de trabalhos, eventos desportivos, apresentações de música e dança para o público. 

No ano passado tiveram, na minha opinião (desde que os conheço) um dos melhores momentos com a apresentação dum espectáculo extraordinário na Casa da Música, protagonizado por pessoas com paralisia cerebral e outros utentes do Centro, juntamente com músicos e bailarinos profissionais. Um  trabalho fascinante, englobando música, teatro e dança. Tanto empenho, tanta força de vontade, passando o testemunho de pessoas com necessidades especiais dispostas a viver com arte e alegria. Depois do espectáculo fiquei sentada no lugar, à espera da E., e encantada com o brilho nos olhos, o ar de felicidade daqueles "pequenos" grandes artistas. Meses e meses e meses de preparação, de dedicação de parte a parte.

O CRPCP é frequentemente visitado por profissionais estrangeiros para estágios. Um local de referência. Laços e trabalho desenvolvido ao longo de anos. Profissionais que conhecem como ninguém as pessoas que dia após dia fazem daquela a sua casa. Em que estes as conhecem também e esboçam um sorriso ou estendem os braços quando os vêem. Um projecto válido, importante, que funciona.

Por isso é que não entendo PORQUE TEM DE SE ESTRAGAR O QUE FUNCIONA BEM? O esquema administrativo mudou, as chefias mudaram. E pessoas que trabalhavam ali há anos foram transferidas para outros locais, outros serviços, sendo substituídas por novos profissionais. Deixaram projectos a meio, deixaram pessoas a meio. Sem opção. Vão para outros locais trabalhar, sem a mínima motivação, revoltadas por virarem costas a anos de trabalho e sentimentos. E os "miúdos" têm de se adaptar a novas caras, a quem não os conhece, a quem não sabe quem eles são.

Dos profissionais "antigos" restam dois. Um deles é a E., que se sente perdida e ao mesmo tempo com o receio diário de a mandarem para outro local de trabalho.

Gestão? Renovação? Inovação? Inovação era praticada diariamente. Mas será que se trata de gerir super-mercados em que se mudam as prateleiras de sítio? Ou apenas uma total insensibilidade? Fico-me pela última hipótese. E é triste!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Acho...




Não tenho a certeza, mas acho que quem inventou os anti-histamínicos devia ser dono de uma fábrica de colchões!!


sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Comer ou não comer?



Dando continuidade ao post anterior, quando chega o Natal, ainda com um ou mais meses de antecedência, já muitas pessoas se andam a "queixar" porque vem aí o Natal e vão abusar. Costumo dizer que o que me engorda não é o que como entre o Natal e o Ano Novo, mas sim entre o Ano Novo e o Natal. Até porque a maior parte dos doces não me atrai muito, e geralmente (e infelizmente) a ementa de Natal não inclui gelados.

Não morro por comida, muitas vezes esqueço-me completamente de almoçar e só quando começa a aparecer uma impressãozinha no estômago me lembro, não ando kms para ir comer isto ou aquilo a um sítio qualquer. Se for passear, aproveito, mas ir, por exemplo, de propósito à Mealhada comer o leitãozinho, não vou. Tento fazer uma alimentação mais ao menos cuidada, por razões de saúde, que são também razões de peso, mas na verdade gosto de muita coisinha que faz mal. Tenho cá para mim que, de vez em quando, não faz mal nenhum, pelo contrário. Se tenho uma bela francesinha à minha frente, não me ponho a contabilizar as calorias ou a pensar para que parte do corpo vai cada dentadinha. Espero, apenas, que vão todas para o estômago, para não me engasgar, e peço umas batatinhas fritas para acompanhar. Como, saboreando bem, até porque a minha mãe sempre me disse que é feio deixar comida no prato.

A comida é um problema no mundo de hoje, seja pelo excesso, seja pela falta, ou, melhor dizendo, pela má distribuição. Faz parte do nosso dia-a-dia. A importância que cada um lhe dá será a importância que lhe dá (não me vou pronunciar hoje sobre a falta, porque é um assunto sério).

A verdade, é que, na maior parte dos casos, se não estamos a lutar contra problemas de peso, estamos a esforçar-nos por comer as coisas certas, contabilizando tudo.

Já repararam como a comida consegue mexer com todos os orgãos dos sentidos? Olhar, cheirar, saborear, tocar (quando se pode, claro) e até ouvir, quando comemos algo estaladiço ou crocante, como dizia o Timon.

Por isso, o que eu acho é que se nos apetece comer uma determinada coisa, devemos fazê-lo sem culpa, sem pensar nas gorduras, nos hidratos de carbono, etc. Já há substitutos para tudo: chocolate sem cacau, adoçantes sem açucar, natas sem leite, pão sem farinha, massas sem massa, bolos sem açucar, hamburguers sem carne, café sem cafeína, etc, etc, etc. Fico à espera de ver em qualquer lado comida sem-comida, perfeitamente embalada. É só chegar a casa, pôr no microondas, retirar, abrir, e lá dentro virá um autocolante com um sorriso a dizer: sem hidratos de carbono, sem lípidos, sem calorias, sem nada, sem umas gramas no seu corpo. Além de ficarmos leves como umas plumas, ganhamos tempo, porque não perdemos tempo a cozinhar e a comer. Eu diria que era uma grande invenção.

Mas aí teríamos que lidar com as depressões. Por vezes, comer funciona como terapia. É muito melhor comer um chocolatinho do que tomar serotonina em comprimidos, já que o efeito é o mesmo. Eu, pelo menos, detesto tomar comprimidos. O grande problema são os excessos. É sabido que se comermos demais engordamos, gradualmente, semana após semana. Depois, quando achamos que já ultrapassamos as medidas todas, começamos a cometer o excesso contrário, comer de menos, privando-nos de nutrientes essenciais. E aqui há um factor determinante para o insucesso: quando estamos a comer, o prazer é imediato, o sofrimento é retardado e comemos mais; quando se anda em dieta, o sofrimento é instantâneo, o efeito retardado, o que gera muitas vezes insatisfação e recaídas no prazer imediato.

Se for um bocadinho rechonchuda, qual é o problema? Se me sentir mal com o meu corpo, vamos lá, vamos comer saudavelmente, fazer exercício e, se me apetecer fazer uma loucura e comer uma pizza inteirinha, de vez em quando, como, sem a seguir ir arrancar os cabelos. No dia seguinte, tenho mais cuidado.

Se for magra, como o que quiser, mas, por favor, não posso andar sempre a dizer que sou gorda e mais isto e mais aquilo. Ao fim de algum tempo, não há paciência.

Se for daquelas que posso comer este mundo e o outro, sem engordar uma grama, agradeço à natureza, à genética, e a todos que inventaram comidas fantásticas.

Por isso, se no Natal abusarmos, não há problema. O intervalo entre o Ano Novo e o Nata é bem maior!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Poderes, precisam-se!


Alguém se lembra de quantas voltas a super-mulher dava para se transformar? Eu pensava que eram três ou quatro, mas devem ser mais de cinquenta, pelo menos. Experimentei, mas desisti na volta nº 48 porque já estava um bocadito zonza e a roupa continuava a mesma. Está certo que o frio é muito e aquilo não é roupinha para esta época, mas também é certo que me dava jeito ter super-poderes às vezes.

Trabalhar, ir às compras, ir buscar o sr. Prozac à escola, vir para casa, ajudar a fazer os deveres, estudar a terceira e a quarta dinastia, fazer o jantar, supervisionar o banho porque senão demora mais tempo a tentar não se molhar do que efectivamente a lavar-se, pôr a roupa a lavar, jantar, arrumar a cozinha, estender a roupa. Pronto, agora sentar um bocadinho...

Falta fazer o boneco... o bendito boneco-espantalho de material reciclado que a professora disse na sexta e ele fez o favor de me dizer ontem, para levar hoje.

Eu até compreendo que os professores queiram que eles façam trabalhos connosco, mas não temos de ter todos jeito para trabalhos manuais, pois não? Eu até gosto de fazer umas coisas, mas assim, de repente, não me apetecia nada. Não podia antes dizer para pintar qualquer coisa? Podia. Muito mais fácil.  

Só me apetecia sentar-me no meu sofá e esticar as perninhas... mas é preciso combater o sedentarismo! Procurar tampas e tampinhas, laços e lacinhos.  O resultado final ficou um pouco esquisito, mas foi o que se arranjou.

Libelinha, para a próxima, quando ele me disser com tempo, peço-te ajuda ;).

A verdade é que, às vezes, é preciso resistência para fazer tudo o que temos para fazer. Nada de extraordinário. Não fui a Roma a pé, não saltei de para-quedas, não pintei a casa, nem sequer fiz o pino. Mas que dava jeito ter uns super-poderes, dava. Fazia tudo em cinco minutinhos... e podia esticar as perninhas!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Mas, no entanto, porém...


Um dia, Deus achou que tinha uma relação muito distante com os humanos. Decidiu descer à Terra, e, como toda a gente pedia saúde, nada melhor do que encarnar a figura de um médico. Depois de concorrer, foi colocado num Centro de Saúde de qualquer terra portuguesa.
No primeiro dia de trabalho, era grande a curiosidade da população para saber como era o novo médico. O primeiro doente a ser visto foi o sr. Bonifácio, paralítico desde os 5 anos, altura em que fora afectado de poliomielite, que todos os dias tomava vinte comprimidos para lhe aliviar as dores das pernas, e dos braços também, de empurrar a cadeira de rodas.
Deus teve pena do senhor, e, esquecendo-se que agora era apenas um homem, disse-lhe:
- Levanta-te e anda.
O sr. Bonifácio, livre de todas as dores, levantou-se e começou a andar. Deus disse-lhe que podia ir embora, contente com o resultado do seu trabalho. 
Ao chegar à sala de espera, era grande a confusão:
- Então, então, que tal o médico novo? Que tal é ele?
O sr. Bonifácio, com um ar muito convicto diz:
- Ora, é igualzinho aos outros! Nem uns comprimidos me receitou!!!

A frase o Homem é um eterno insatisfeito já está gasta, de tanto uso. Quando alcançamos um objectivo, arranjamos outro e outro, o que é compreensível e até saudável, se não exagerarmos e fizermos disso fonte de angústia e sofrimento. Foi assim que o Homem evoluiu e é assim que nós também vamos construindo os nossos dias.

MAS

Porque será que as pessoas não podem, pura e simplesmente, ficar contentes quando lhes acontece alguma coisa boa? "Isso é mesmo muito bom!!"; "Pois é, eu até queria muito, mas....". Arranjam logo um mas, um porém, um no entanto. Não são capazes de aproveitar aquele momento de alegria, de felicidade, em pleno. Não conseguem libertar-se dos medos, das dúvidas, do amanhã, do que está para vir, se é que vem.

Se não têm, se não acontece, é porque não têm ou não acontece. Se têm, se acontece, até parece que não têm ou não acontece.

Vou lá eu entender isto!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Dispensável? - Um hino à (i)modéstia


"Irá iniciar-se, a partir de 26 de Outubro de 2009, a primeira fase da Campanha de Vacinação contra a infecção pelo vírus da gripe pandémica (H1N1) 2009. A vacina foi aprovada pela Agência Europeia do Medicamento (EMEA) e pela Comissão Europeia."

NB1 - Posso estar redondamente enganada, mas, depois de tanta coisa que li, não faria a vacina amanhã, se me fosse oferecida.  Este texto está escrito apenas como uma pequena forma de protesto contra o facto de me chamarem dispensável. Chamem-me presunçosa, digam que tenho a mania, o que for, mas não me considero dispensável.


Hoje pensei seriamente em não ir trabalhar. Estava um tempo nada convidativo para sair de casa, com chuva, frio, vento. Não me apetecia nada deixar o aconchego da minha cama e da minha casa. Não me apetecia nada apanhar gripe. Afinal, sou dispensável. Não sou indispensável para o funcionamento do país. Foi o que disseram na televisão. Falam muito da gripe A, que é muito má, que vai afectar muita gente. Dizem que há vacinas, mas não para todos. Porque alguns de nós são dispensáveis. Não percebi muito bem isto.

Apesar de não ser muito importante, não sou completamente ignorante, e entendo que a vacinação se faça de uma forma seriada, vacinando primeiro os grupos de risco. Tem lógica. Até acho que se deviam vacinar primeiro os profissionais de saúde (se eles ficarem doentes quem trata de nós?) e as crianças. Não entendo, por exemplo, porque é que, antes das crianças, vêm os titulares de orgãos de soberania. Todos sabemos que as crianças são o alvo preferencial da maior parte das viroses, e que os infantários e escolas são autênticos viveiros de bichinhos à solta. As crianças vão para casa dos tios, dos avós, dos colegas, toda a gente lhes dá beijos e abraços. Se eu fosse um vírus, não queria outro meio de transporte. Além disso, as crianças não têm vice-crianças e se ficarem doentes vão perder tempo de escola e no fim do ano transitam na mesma para o ano seguinte, porque o bom aproveitamento escolar tem de ser mantido. Que eu saiba, existem vices de quase todos os titulares de orgãos de soberania. Dificilmente o país pararia.

Entendo que tenha de haver racionalização e hierarquias na vacinação. Que há pessoas que têm maior risco de contágio do que eu. Que as redes de electricidade, gás, telecomunicações têm de se manter. Até acho um EXAGERO esta história toda.  Só não gosto que digam que sou dispensável. Porque até não sou. Não sou dispensável para mim (compreensivelmente). Não sou dispensável para o meu filho, para a minha mãe, para a minha família toda. Não sou dispensável para o meu orçamento familiar, que depende exclusivamente de mim. Não sou dispensável para os meus amigos. Não sou dispensável para o meu trabalho, porque há coisas que se eu não fizer, ninguém faz. O país não iria notar, mas as pessoas que necessitam do meu trabalho iam, com toda a certeza. Não sou dispensável para os meus colegas de trabalho, porque todos os dias lhes levo um pouco de boa disposição, e se eu não for trabalhar eles vão ter de trabalhar mais, o que não é muito possível, porque já têm trabalho que chegue e sobre. Tenho pena de não ser dispensável quando tenho de pagar os meus impostos, mas isso agora não interessa nada.

Sendo assim, como me recuso a ver-me como dispensável, pensei em tentar incluir-me em algum dos grupos definidos pela DGS:

- Profissionais de Saúde - não deve incluir profissionais com saúde.
- Grávidas nos 2º e 3º trimestres com patologia associada - ainda pensei em arranjar um candidato a pai à pressa, mas ainda teria de somar três meses e entretanto a altura crítica já teria passado. Mesmo assim, ainda teria de arranjar patologia associada.  
- Titulares de órgãos de soberania e profissionais que desempenhem funções essenciais - Agora que as eleições acabaram, não me parece que tenha hipótese de alcançar um destes títulos. Para mim, as funções que desempenho são essenciais, mas para o caso a minha opinião não interessa.
- Doentes com asma moderada a grave - não tenho (e não brinco com coisas sérias).
- Obesidade mórbida actual - Posso desatar a comer de manhã à noite sem parar durante uns meses, mas é uma ideia demasiado grande.
- Grávidas nos 2º e 3º trimestres - aqui não precisava de ter doença associada, mas assim a correr não me apetece engravidar.
- Acompanhantes de crianças com menos de 6 meses portadores de doença grave - também não.

E lá foi o grupo A. Estou out.

- Pessoas com patologia: diabetes, doenças pulmonares, cardiovasculares, renais, doentes não integrados no grupo A. 
- Outros grupos profissionais de saúde em contacto directo com doentes.

Lá foi o grupo B. Continuo out.

- Obesidade - Posso comer só coisinhas que engordem (e que sabem tão bem) durante uns tempos. Depois da vacina faço dieta rigorosa. Má ideia. Detesto fazer dieta.Posso não conseguir emagrecer depois.
- Crianças até aos 12 anos - finalmente as crianças! Não me parece que passe por ter 12 anos!
- Dadores de sangue e estudantes de medicina - salva pelo gongo, não pela parte do estudante, mas pela parte de dadora de sangue.   


Consegui! Incluída no grupo C. Não está muito mal. Suspeito, no entanto, que por esta altura ou já tive gripe ou, se não tive, já a gripe acalmou por uns tempos porque estaremos no Verão!

sábado, 27 de junho de 2009

Dúvidas



Dúvida existencial para hoje:

fazer o que é correcto, o que sempre fiz, a menina certinha, ou esquecer por um momento, desligar um pouco da realidade e fazer o que me apetece, sem pensar nas consequências?

Esta frase, que li há já muito tempo, ocupou hoje o meu pensamento grande parte do dia:


Porquê fazer algo só por sempre se ter feito?

sábado, 18 de abril de 2009