Não sei quem inventou as férias, mas seja quem for, tem a minha profunda gratidão. Mesmo sendo um pequenino intervalo no meio de semanas e semanas de trabalho e preocupações. A incrível sensação que todos esses problemas podem esperar até regressar. Encostar a cabeça e conseguir "esvaziá-la" nem sempre é fácil, mas pelo menos remeter essas preocupações incómodas para um cantinho da nossa mente enquanto se goza um pouco de sol ou de sombra, se saboreia o conforto da nossa casa connosco lá dentro sem ser de passagem para dormir, se passeia por aquele local que sempre se idealizou conhecer ou se regressa a algum que gostamos particularmente, vale a pena.
Estamos de férias e, por uns dias, temos tempo para coisas que nos outros dias não temos. Uma gloriosa sensação de abandono da rotina, das horas até. Tenho para mim que gostamos tanto das férias porque as vivemos no presente. Durante o resto do ano, penso que vivemos demasiado tempo a pensar no futuro. Fazemos demasiadas coisas a pensar em amanhã, na próxima semana ou no próximo mês. Como se vivessemos uma vida a prazo, em que esse prazo está sempre um passo à nossa frente, e temos de correr e correr para tentar apanhá-lo. Nas férias não. Disfrutamos cada bocadinho delas, no tempo que decorrem. Vivemos as férias no presente, não ansiando pelo futuro, isto é, pelo seu fim. Mas este chega e é tempo de fazer a mala e voltar. É caso para dizer, Back to Life, back to reality!!
Obrigada a todos pelos votos de boas férias. Algum descanso, muito passeio, e abençoadas crianças que fazem amigos do peito como ninguém. Foi assim que o sr. Prozac voltou, com dois novos amigos que o ocuparam durante grande parte das férias. Com internet à velocidade de um caracol com artroses, o computador ficou de férias também, pelo que tenho de me actualizar nos vossos cantinhos. Para todos que regressam ao trabalho agora, coragem! Penso que hoje vou repetir bastantes vezes a resposta à pergunta: já acabaram as férias? :))